Por Carlos Giordano Jr.

Divirta-se com Artigos, Crônicas, Poesias e Poemas, Gastronomia e Administração.
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domingo, 19 de novembro de 2017

IBIRA PIRANGA

por Carlos Giordano 

517 anos dessas terras
Do batismo das brasilis 
Dos Cabrais nefastos
Das suas árvores vermelhas
Fostes o nome desse Pau, Brasil

Brasil, te originas das brasas
Brasas mórbidas que dissimulam
E, encarnadas nunca apagam.
Cujas certezas consomes abafada 
Até acabar com o cerne da Paz 

Brasil, covarde brasil 
Hás de conhecer a derrota
Dessa hipocrisia que ascende 
E acende o estopim do caos 
Inflamando a Ibira Piranga

Da vara varonil, resta-lhe
As cinzas da intolerância 
Fracasso inculto da soberba
Sociedade podre, que se ergue
Sob as dores dos açoites brasis

O que fizeram de ti, Ibira Piranga?
Do seu verde da esperança
Conseguimos colher incertezas
E tristezas, d'onde te ausentas da moral 
Vergonha de sermos Brasil.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Independência ou Morrência

Por Carlos Giordano 

Esse nojento ciclo político histórico do Brasil subtraído, parece aniquilar o poder e a liberdade do desejo do cidadão comum.

Encapsulados num cancro que consome o caráter em doses cada vez mais cavalares, a metástase da imoralidade parece já ter tomado conta da última camada da pele do pobre povo.

Isso posto pela ganância de roubar montanhas de dinheiro advindo da sofrença daquele que sonha enquanto labuta sem nada ter.

Desde do início em 1500, e no ciclo de finais do século XVIII e início do XIX, Portugal queria mais e mais da colônia tupiniquim, derrocando projetos de crescimento econômico também conduzidos pelas enxadas  brasileiras.

Pobre povo escravo.

Com a Inconfidência dos mineiros, os manifestos da insatisfação contra altas taxas de impostos contados pelos abutres, deixava máculas na história.

O príncipe regente Pedro I, ganancioso, pensando também no seu plano de poder voltado para a Coroa feita de ouro e cravejada de esmeraldas nas cores do nosso pavilhão, deu um grito de basta, cortando a fonte de dinheiro do poder Português.

Sem grana, a teta secou e o assédio sucumbiu por sorte dessas segundas intenções.

O Brasil respirou.

Neste 7 de Setembro, 195 anos depois desse episódio, deveríamos ter aprendido como reagirmos à indignação, conhecendo a nossa história, compreendermos os porquês de nossas atitudes anti patrióticas.
 
Agora, não tem Pedro nem Joaquim, não tem João nem José, mas o povo deveria dar um grito de basta, simplesmente copiando um gesto que seguramente iria libertar-nos dessa humilhante opressão.

Cortemos a droga do dinheiro que alimenta o câncer.

Não pague mais impostos sobre sua vida medíocre.

Sem dinheiro público, sem o que os alimenta, não há meios da podridão continuar no poder.

Seu voto não resolve absolutamente mais nada. Afinal vamos votar em quem mesmo para nos salvar da nossa morrência?

Político não sabe e não gosta de trabalhar.

Quando o inverno chegar, quero ver se essa cigarra vai cantar!

A cura pelo amor

Por Carlos Giordano Jr.

Ao considerar o amor como algo natural, servir-se dele é algo voltado para o ego, contrário à proposta ofertada pelo Plano de Deus para conosco no momento da Criação.

Ora, amar é doar-se por inteiro à felicidade do outro.

Essa entrega enobrece o humano, destacando suas qualidades existenciais e proporcionando a integração social. Assim, qual é o significado dos muros da vaidade que nos separa desse amor? A intriga, o julgamento, a separação protecionista dos territórios, os guetos, religiões ou crenças, os grupos políticos, culturais, étnicos, heteros ou homofílicos são expressões da ausência do amor verdadeiro.

Essas barreiras são propósitos do desamor e assim a humanidade se esconde da felicidade.

Mas quem imagina exercer o direito de nos guiar, como incautos cordeiros, não teria razão de existir se nos amássemos. Não existiria sequer necessidade das leis da justiça dos homens que, pela ética, tentam estabilizar uma sociedade doente de amor.

Estamos vivenciando uma dessas cíclicas estratégias antissociais, respaldadas por uma política infiel, injusta para o todo e déspota em seu propósito maniqueísta, que nos incute a crença de um mundo em que somente existe o certo ou o errado.

Que valores estamos experimentando em nossas vidas?

A mim, essa inversão não me interessa, mas me confunde, me atrapalha no exercício da vida natural baseada no amor de Deus.

O noticiário nos aniquila a paixão pelo próximo, transportando-nos para um mundo totalmente injusto, onde a mentira, sabidamente prejudicial ao convívio humano, se faz prevalente sobre a verdade de nossa existência.

Pense nisso!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

E agora, o que fazer?

Por Carlos Giordano Jr.

Todo início de ano, precisamos rever nossas estratégias, nosso planejamento e botar a mão na massa. Só querer não basta, afinal o acompanhamento daquilo que se realiza é a chave para as correções de rota rumo à realização daquilo que se tem como foco na empresa.

Boas ferramentas de gestão “on line” com indicadores de eficiência operacional e estratégica nortearão as suas decisões de forma muito mais assertiva.

Isso só não basta, é preciso revisitar seu plano de comunicação, afinal aquilo que se define no Planejamento Estratégico ainda não é sabido por aqueles que o vão executar. E isso é realmente um problema.

Reuniões elucidativas, conversas francas com o seu time, pé no chão de fábrica, acompanhamento diário da equipe, sempre baseados na orientação do Conselho da empresa, vão de fato fazer com que todos se responsabilizem por aquilo que será o sucesso desse plano.
Todavia, para ter certezas sobre a comunhão de interesses de todos, é preciso que se declare incansavelmente a Missão e a Visão da empresa e os valores com os quais se devem conquistar esse futuro em equipe.

Essa receita de bolo é para quem já fez o bolo e ficou bom. É para líderes de verdade que se comprometem com dignidade para o plano de sustentabilidade da empresa, respeitando a construção de seus alicerces sobre rocha pura.
Quem é o colaborador que irá ter sucesso, viajando sem destino? E a empresa, cuja equipe não recebe motivação e mérito de seu líder, como avança?

Há que se permitir visitar sempre seus conceitos e suas convicções, lembrando que o cenário muda constantemente, oferecendo mais oportunidades e uma série de ameaças muitas vezes ocultas aos bons olhos do gestor. Ainda assim, internamente, aquilo que nos fortalecemos muitas vezes não é suficiente para essa batalha que nunca finda.


As dúvidas surgem a todo instante

Agindo como maestro, o líder de sucesso, exercitando com maestria a regência dessa orquestra, terá mais chance de eliminar os ruídos causados pelas incertezas, pelas maledicências e pelas inseguranças quanto ao destino de cada um nesse projeto.

Pense como seria ver a empresa crescendo, contratando mais pessoas de mais alto nível e o colaborador de 15 anos se sentindo esquecido, não pertencendo ao futuro. Ruim né?
E colaborador desmotivado e desmerecido é sinônimo de inércia. Inércia é contrária à ação, portanto o plano não rola.

O feedback ajuda muito nisso. Explique sobre a atitude e a consequência daquela ação e permita que o colaborador se encontre nessa questão da melhor forma.
Então a maneira correta de se orquestrar essa sinfonia de sucesso é propagar a Cultura da Empresa através de treinamentos e experiências que vinculem o exercício dos valores ao bem comum.


Aprender a ensinar ou ensinar a aprender?

Tanto faz, o que vale é a dinâmica da experiência comum a todos.
Um bom plano operacional com check lists de ações e compromissos deve ser uma ferramenta altamente eficaz no dia a dia da equipe. Saber o que fazer e perseguir esse objetivo, sempre engrandece as pessoas engajadas no projeto de sucesso. O acompanhamento sistêmico desses objetivos, faz com que todos se sintam realizadores, capazes de construir algo de bom e isso lhes será o presente do mérito. A satisfação pessoal, o reconhecimento e a gratidão.


Isso tudo e mais um pouco

Essa nova história de sucesso se constrói através da disseminação da cultura comum a todos, para todos e de todos.

E o líder de verdade irá se preocupar em saber se essa é uma verdade percebida por todos, conhecendo seus colaboradores e sabendo se estão felizes com o trabalho e ainda mais com o plano do qual participam. Afinal, alcançar o sucesso de um Plano Estratégico é tarefa que se cumpre sempre em conjunto.


Pense nisso!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Amanhã

Por Carlos Giordano Jr.

Quando partimos, sempre perdemos aquilo que não conseguimos doar. Então para que acumularmos conhecimento, se isso é algo que quando se dá, não se fica sem?
A partilha das nossas experiências de vida é que fortalecerá as novas gerações nas tomadas de decisões mais assertivas, quando poderemos construir um mundo mais humano e mais feliz.
Mas, acautelem-se vocês, que pensam que a vida de Felicidade se constrói com o tempo perdido.

O verdadeiro conhecimento vem do experimento de ter feito, de ter vivido o presente em cada momento oferecido.
Portanto, não há presente, sem que se faça, sem que se experimente a vida como ela é. O tempo se perde e não volta.
E sem o presente, no futuro, não teremos passado para nos orgulharmos de nossos feitos, aniquilando assim a nossa história.

Sem história, não teremos conhecimento para trocarmos com as futuras gerações que sofrerão caladas com a derrocada da cultura por nossa falha no presente.
Portanto, queridos amigos, pensem como vocês irão contar amanhã o que estarão fazendo hoje.

Vão...
Façam alguma coisa, experimentem os acertos, sintam as dores dos erros, descubram o que o Sol traz para nós todas as manhãs!

Sintam a presença de Deus nas suas ações, no amor da Criação, no Ato Divino de ter-nos feito à Sua imagem e semelhança.
Acordem cedo, respirem, existam, confraternizem-se, amem, trabalhem, dividam, somem, se permitam, mas pelo amor de Deus, façam!

Só assim, nos encontraremos no nosso futuro e poderemos colher juntos, a safra que plantaremos hoje.

Obrigado, professores da minha vida, que me ensinaram a aprender a pensar.
Pense nisso!

Bom fim de semana.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Cultura colaborativa e as Redes Sociais

Hoje em dia, a forma mais atual de comunicação é aquela voltada às redes sociais.
Assim, o fato de compartilhar coisas na internet está em alta. Com a criação das redes sociais em uso tanto na vida profissional quanto pessoal, os espaços colaborativos, tornaram mais fácil partilharmos ideias e opiniões. Então, as empresas de vanguarda também estão interessadas em saber o que suas equipes têm a dizer e como elas podem colaborar para melhorar seus negócios.

Portanto, compartilhar e colaborar pode nos ajudar em que? De certo modo, isso pode agir diretamente com um objetivo comum de tornar algo melhor em equipe, aquilo que seria mais difícil conseguirmos individualmente.
Essas empresas têm buscado em suas ações, construir equipes mais conectadas entre si, mais sinérgicas, fazendo com que as ações tenham impactos positivos num prazo mais longo.
Uma equipe mais conectada, trabalhando em um ambiente comum, atinge melhores resultados muito mais rapidamente.
Mas como reforçar a cultura de colaboração na empresa?

Enfim qual o nosso perfil?
A empresa deve conseguir engajar todos os colaboradores, juntamente com seus parceiros comerciais e também com os clientes, fazendo com que todos tenham a mesma comunhão de interesses, conseguindo se comunicar de forma clara e participativa, incentivando o crescimento de uma cultura empresarial de forma socialmente aceita.

Nós acreditamos que ficará muito mais fácil se agirmos assim:
  • Declararmos nossa visão, missão e valores de forma abrangente.
  • Agirmos sempre com ética e respeito;
  • Melhorarmos nossos processos fazendo com que os colaboradores trabalhem juntos, com flexibilidade e disciplina;
  • Criar uma infraestrutura que valorize a colaboração e o compartilhamento.

O que é cultura colaborativa?
Este conceito está relacionado diretamente à internet. Nesse novo mundo virtual, digital, encontramos muitas formas e ferramentas colaborativas, que nos impulsionam a fazermos juntos de uma forma muito mais construtiva.

O uso do Waze, o Facebook, o Instagram, o Wattsapp, o OneNote e outros aplicativos que podemos até desenvolver para nosso conforto, são tendências sem volta. Dessa forma, esse conceito colaborativo de comunicar-se em ambiente de Rede, contribui para divulgação da missão, visão e valores, dos planos estratégicos e tantas soluções que serão boas para todos de uma forma muito mais prática. 

Essa forma de comunicação motivadora pode ser alcançada utilizando-se de encontros ou reuniões com as equipes, proporcionando um maior diálogo entre seus membros, permitindo discutirem formas mais inovadoras de gestão, questionando sempre se aquilo que fazem de melhor ainda pode ser melhorado.

Aprendendo a aprender:
Aprender a aprender é o desejo.
Motivar os colaboradores a participarem das decisões estratégicas de mudança de rotas é uma forma de nos modernizarmos sempre.
A diretoria da empresa tem a missão de promover a troca de informações de uma forma a que todos possam participar do estudo do cenário externo e interno, encontrando situações em que pesem a possibilidade de atuação conjunta na construção da solução para aquele ponto a ser melhorado.
Esse processo constrói pessoas responsáveis e inteligentes, capazes de exercitarem análises críticas e fieis à realidade fática. Utilizando o ciclo oferecido pelo Método (PDCA) onde a possibilidade de conferirmos nossos processos e voltarmos à correção através de planos de ação propostos pela equipe, faremos com que todos se sintam responsáveis por essa melhoria, reconhecendo assim a força da equipe, valorizando e motivando todos a continuarem.
Para que isso seja possível, é extremamente necessário que todos participem com questionamentos, com análises do comportamento dos cenários internos e externos, e com formulações de decisões de correção de rota. Desta forma, menos mandatária e bem mais descentralizada, o trabalho da equipe e a união de todos, facilitará a comunicação mais aberta e colaborativa, transformando o ambiente de trabalho num local muito mais prazeroso.

Ser flexível não é ser permissivo:
Ter liberdade para trabalhar como e quando quiser, permite soluções muito mais criativas para essas necessárias correções. Isso, lógico deve sempre levar em consideração o ambiente de respeito, lealdade e confiança na equipe e na empresa. Pedir ajuda é o primeiro passo para se conquistar com mais facilidade aquilo que se almeja.

Meritocracia
Elogio é bom, mas não é tudo. Depender de um elogio para se sentir reconhecido, pode ser um péssimo negócio, quando desafortunadamente ele não vem por simples esquecimento. Assim o melhor reconhecimento é ver sua ação concretizada junto com a equipe, principalmente quando todos colhem juntos desse esforço.
Assim a empresa, tem o objetivo de sempre reconhecer e valorizar mais o trabalho da equipe do que especificamente o esforço de um colaborador que se destaque. Mas, lógico que todos deverão ter o seu mérito, quando alcançado, fazendo com que se sintam responsáveis por aquilo que plantaram.
Assim a empresa enfraquece a sensação de competitividade entre os colaboradores, minimizando as tensões ou disputas internas que acabam prejudicando o time.

Administrando conflitos
No relacionamento interno na empresa, encontramos muitas divergências culturais que podem implicar em conflitos por choques de interesses, considerando a vontade individual, do grupo ou da organização.
O combustível mais comum para incendiar-se um conflito é a falha na comunicação, o choque entre gerações, onde a missão e os valores da empresa são questionados e interpretados por diferentes culturas e graus de profissionalismo, fazendo com que o respeito seja deixado de lado, desunindo a equipe inconscientemente. Assim, as ansiedades advindas do desejo de acertar são inflamadas com as frustrações de não se conseguir realizar aquilo que se almeja.
O choque entre o certo e o errado muitas vezes é mais agressivo do que se pode imaginar, afinal o que é certo para um pode não ser entendido como certo para outro e assim o conflito se arraiga em solo podre, mas fértil.
E o que fazer para melhorar o ambiente e diminuir os níveis de conflitos?
A intriga, a infidelidade de propósitos, a falta de personalidade, de convicção, de ética, a mentira, o descompromisso, a falsidade, a corrupção, a imoralidade, a ignorância e o desrespeito são palavras duras que tentam apadrinhar os conflitos dentro de uma empresa. Desta forma, podemos dizer que, livrando-nos desses males, tenderíamos a conseguir realizar muito mais dentro de nossas propostas num ambiente muito mais feliz onde nossa capacidade de nos comunicarmos seja sempre mais produtiva para todos.
Ao invés de apontarmos as falhas, podemos dizer o que queremos, assim não há culpado, mas responsável. Manter o clima de união e respeito na empresa é matéria difícil mesmo, mas se treinarmos nossa habilidade de ouvir para fazer-nos sermos ouvidos, isso se torna mais fácil para todos.
Que tal um Feedback?
O Feedback é a melhor ferramenta de comunicação entre a equipe, pois na prática, não contendo nenhuma opinião pessoal e mostrando apenas o fato e a consequência, deixará para o responsável, a possibilidade de trabalhar as suas próprias conclusões sobre seus atos. Conciliar não significa aceitar, mas apenas a possibilidade de se tentar atingir o equilíbrio entre as forças negativas do conflito, traduzindo em resolução. A honestidade e o respeito são as melhores armas para a vitória pretendida nessa batalha de interesses.
Desta forma, ações de valorização da cultura individual, aliadas à comunicação interna com o tom de voz direcionado e segmentado para cada geração, auxiliará na disseminação do sentimento de pertencimento, que é fundamental para gerar confiança e credibilidade na empresa, promovendo engajamento e uma comunicação assertiva.
Saudações,

Carlos Giordano


domingo, 18 de dezembro de 2016

A gênese do amor

Por Carlos Giordano

No princípio, criou Deus os céus e a terra. E caprichou tanto que tudo ficou muito bonito, um verdadeiro paraíso. Depois de um tempo, Ele resolveu criar um homem que veio do pó da terra para cuidar desse Éden, podendo dele se servir em abundância. O homem se sentiu só, e então Deus, muito solidário, resolveu botar esse cidadão para dormir, tirou um pedaço de costela do sujeito e fez a mulher, para lhe ajudar a ser feliz. 

Mas tudo tinha uma regra, e o lance era de profundo respeito. Para ser feliz, tinha que se respeitar uma espécie de árvore do conhecimento e dela não se podia comer de seus frutos, que eram maças, senão o castigo era pesado.

Um belo dia, a mulher cujo nome era Eva, estava curtindo o seu paraíso, sem nada para fazer, quando apareceu uma serpente que lhe falou:

- Ei, psiu!!! Tá afim de um pedaço dessa maça? Vai, pega... Se você comer um naco, você vai ficar igualzinho a Deus...vai ter todo o Seu infinito conhecimento...
E a burra caiu nessa. E por causa desse lance, a humanidade se ferrou.


Mas não é bem assim. A humanidade veio dessa Eva e desse cara chamado Adão?

Pois é, eles tiveram dois filhos, Caim e Abel. Caim matou Abel por inveja e se lascou com Deus. Depois Caim conheceu sua mulher, mas ninguém sabe bem de onde ela veio, afinal não importa. Tiveram Enoque que fundou uma cidade e teve um filho, Irade, um neto Meujael, um bisneto Metusael que teve Lameque. Esse cara, Lameque, também não foi flor que se cheirasse, diz a história. Teve duas mulheres e andou matando uns caras que o prejudicaram e acabou sendo condenado também por Deus. 

Depois de um tempo, tipo 130 anos, Adão teve mais um filho chamado Sete que se casou não se sabe bem com quem, mas teve um filho chamado Enos quando tinha a idade de 105 anos.

Adão morreu com novecentos e trinta anos, sem conhecer o facebook.

O Lameque depois de um super tempo, quando tinha 180 anos, teve um filho chamado Noé, que foi o cara que acabou salvando a vida de todo mundo, botando um casal de cada uma das espécies animais dentro de uma Arca que ele levou um tempão para construir, antes do dilúvio feroz que Deus mandou, quando se zangara com tanta podridão e iniquidade que essa turma tinha criado para si, mais uma vez.

Mas o lance é que Deus criou todo mundo. E o homem criou deus.
Afinal quem os teria criado se não fosse Ele?
A bíblia foi escrita contando essa história. E a gente acredita.

Mas na história da humanidade, o homem sempre precisou acreditar em algo superior a sí. Por um bom tempo, a civilização egípcia, acreditava no Sol como divindade absoluta, mas houveram tantas histórias de crenças e perseguições, guerras, mortes e muita dor sempre que se invocava a presença de um deus maior. 

Afinal, depois de ter sido criado, o homem criou deus, sem esse deus ele não poderia ter sido criado e nada existiria.

O lance do ovo e da galinha....
Nada a ver. Tudo a ver. Mas, ora, quem me disse para acreditar em Deus? Claro, só um imbecil não acreditaria. 

Deus é amor.
Esse amor dita todas as regras de como ser feliz. Afinal é o que todo mundo quer para si.

Cada vez que nos sentimos tristes é porque de uma forma ou de outra, deixamos de acreditar em Deus. Pois Nele tudo se fortalece. É assim que se diz.

Eu mesmo, já tive muitas oportunidades de me encontrar com Ele. Muitas vezes, eu não estava preparado e Ele passou por mim, fez um sinal e eu não percebi ou não entendi direito o que estava acontecendo.

Assim Ele faz com todo mundo. Sempre.

Pois, veja, ninguém consegue amar se não estiver com o coração aberto. O rancor atrapalha, o ódio inibe, a inveja e a cobiça são formas criadas também pelo homem para estragar todo o lance da felicidade. Se todos estivessem ligados exclusivamente no Deus do amor, o mundo seria muito mais feliz.

Depois que Noé salvou a pátria com sua Arca, aconteceu outra história de um cara chamado Moisés, adotado pela filha de um Faraó, foi criado como um príncipe Egípcio. 

Moisés foi o cara! Renunciou o posto de príncipe ao reconhecer sua verdadeira mãe plebeia e, brigando com seu irmão por adoção, chamado Ramsés II, virou também um plebeu e foi parar na lama, junto com os porcos e os escravos judeus. Mais uma vez, Deus lhe indicou um caminho de libertação, orientou-o a liderar o povo judeu numa fuga da escravidão no Antigo Egito, através do deserto, durante quarenta anos, após ter aberto um caminho entre as águas do Mar Vermelho para possibilitar a travessia segura desses judeus.

Acredite se quiser, assim como tantas outras histórias ruins, o povo se rebelara contra Deus mais uma vez ao passarem a adorar animais de ouro e outras coisinhas básicas da matéria. Deus chamou Moisés no alto do Monte Sinai e através das Tábuas da Lei de Deus, escrevera os Dez Mandamentos. Fórmula divina de como uma sociedade pode ser justa e feliz. Esses mandamentos é que deram origem às leis contidas no Toráh, a Lei dos Judeus.

Mais tarde, a tal humanidade estava novamente curtindo o mundo de um jeito meio complicado, onde o amor não era a unidade, não era o propósito. Ninguém lembrava mais dos Dez Mandamentos, todos estavam confusos, sem saberem mesmo para onde ir, sem caminho, sem destino, curtindo coisas estúpidas e se lançando em enrascadas fatais, sem volta, do tipo drogas de se usar, de se sentir e de vivê-las até se morrer pelo efeito delas, sem crença em algo verdadeiramente sublime, vivendo nas trevas da ignorância e do pecado. Daí esse nosso Deus, mais uma vez, pensou em nos ajudar a sairmos dessa fria, e se manifestou através de um homem chamado Yechua, transliterado do Aramaico, ou Iesous do Grego para o nome conhecido como Jesus.
Jesus andou no meio dessa confusão toda falando de amor. Só isso.

Amor como meio de encontrar-se com Deus, esse Deus que por amor, nos presenteara com um mundo lindo, cheio de encantos, com paisagens maravilhosas para nele vivermos em felicidade.

Mas as crenças eram outras, o povo estava nas trevas, na escuridão total, dando créditos a outros lances e resolveram matar Jesus, dando sustentação ao propósito da fundação da Igreja Cristã, afinal Ele já havia dito ao seu amigo Pedro que seria o fundador da Igreja, pois Pedro era pedra e sobre aquela pedra, edificaria a Sua Igreja.

Cuspiram em Cristo, escolheram salvar um criminoso chamado Barrabás no seu lugar, humilharam-no, açoitaram-no, fazendo-o sofrer até o seu fim na Cruz no alto do Calvário em Jerusalém. E Ele dizendo que tinha vindo por aqui para nos salvar e nos libertar de nossos pecados através do amor de Seu Pai.

Um tal de Pôncio Pilatos, sujeito covarde, era prefeito da província da Judeia. Responsável então por manter a ordem judicial e econômica do lugar, não era muito bem quisto pelo pessoal por conta de um monte de trambiques que andava fazendo, desviando dinheiro sagrado para construções de obras monumentais, mandava cunhar moedas com sua cara e outras coisinhas parecidas com o que se acontece nos dias de hoje.

Pilatos, estúpido, político corrupto, lavando então as suas mãos, livrando-se da responsabilidade, do tipo, “não sei de nada”, “não tenho nada a ver com isso”, mandou Cristo para a crucificação.

E Deus cumpriu o seu papel mais uma vez. Nesse dia, estabeleceu uma Nova Aliança entre Ele e os homens, sabe como? Jesus ressuscitou no terceiro dia após a sua morte e foi visto por todos. Mais uma vez nos deixaria uma receita de como fazer para nos encontrarmos com Ele. Todas as vezes que falharmos na nossa crença, na nossa fé, Jesus numa ceia em que apareceu para todos os seus Apóstolos, ensinou-nos a eucaristia, onde comungamos novamente com Deus através da ingestão simbólica de sua carne através do pão e de seu sangue, representado pelo vinho. Jesus falou abertamente para sermos amigos de Deus, vivermos em estado de Graça, de felicidade através do amor.

Essa unidade de energia divina, representada pelo amor do Pai em relação aos seus filhos é a base da religião cristã, e nela foi erigida a Igreja.

O tempo passou e novamente o mundo mudou.
O povo de novo está confuso. Pobre povo.

Tem gente indo e voltando não se sabe para onde, acreditando em falsos valores onde a moral já não importa mais, a ética, o respeito já não existem obrigatoriamente. Sabe o lance do respeito, da maça, da serpente? Pois é, o mundo dá voltas e o fato se repete. E a turma toda vai ficar sem o Paraíso mais uma vez.

Já ouviu falar de um sujeito chamado Hitler? Então, ele trabalhou nesse lance e convenceu uma montanha de gente a acreditar na sua loucura. A ideia dele era perseguir e aniquilar judeus. Bem simples. Ele mandou para o céu cerca de 17 milhões de soviéticos, 6 milhões de judeus, um pouquinho de chineses, mais ou menos 2 milhões, alguns iugoslavos, japoneses, franceses, italianos, ingleses e norte americanos.

E tem gente acreditando em ideologia política do tipo Comunismo, Marxismo, Stalinismo, Fascismo, Lulismo, Chavismo e Castrismo. Tenha dó de mim.

Bem antes disso, lá pelos anos 300 d.C, um cara chamado Constantino, imperador de Roma, resolveu assinar o Tratado de Constantino, que deu um pouco de paz para o pessoal que seguia Jesus e eram mal vistos. Pra variar. Esse sujeito tentou unificar as crenças da roma antiga numa só. Tentou e quase conseguiu. Os romanos curtiam o mitraísmo um tipo de religião baseada em mitologia, derivada da mitologia grega, egípcia e outras tantas que cultuavam o Sol e outros deuses. Constantino mandou o povo descansar aos domingos, dia do Sol, “Sunday” para os da terra do Tio Sam e conflitou com esta atitude com o descanso do Sabbath dos judeus cristãos. Mais um dilema, uma divisão. Um inferno.

De qualquer sorte, ao longo da história, os homens nunca se entenderam com esse tema de Deus ou de religião. Dizem até que religião não se discute. Acho que não.

A igreja deveria ser a unificação, a comunhão, a reunião de todos os povos numa só fé. A fé no amor. No entanto, a igreja sempre foi dividida pelo desejo dos homens, distantes dos propósitos de Deus.

Essa confusão acontece ao longo de toda a história das civilizações, em várias passagens que demonstram a dicotomia, a descrença, a inveja, a cobiça e o desrespeito como alicerces do comportamento humano.
Mais uma vez o povo está doente. Doente do coração. E isso é muito ruim.

Acho até que estamos vivendo mais um desses momentos históricos importantes, bíblicos, messiânicos. É, eu acredito nisso. Estamos vivendo mais uma vez à espera de um novo Messias. 

Só pode ser isso.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Tentativa

Deixa eu te explicar...


Essa é a base da comunicação que nos difere, a principio, dos quadrúpedes.


Entretanto, a Senhora Hannah Arendt, conhecida pensadora, que Deus a tenha em bom lugar, divagava debruçada numa realidade judaica, perseguida pelas razões significantes dos "nazis".


Em seu tabuleiro de pesquisa, ela tinha alguns tantos livros de pensadores que balizavam seus interessantes reflexos sobre a capacidade do homem de ausentar-se da sua natureza, como válvula de escape para aquilo que nem sempre tinha algum significado comum.


Hoje, diferentemente daquele período doentio, temos a nosso serviço a atualização "on line" de todas as conquistas científicas oferecidas por gente que não dorme, e passa a vida tentando encontrar novas soluções para mitigar a "sofrência" humana! 


Informações que já nascem vencidas, ou quase mortas.

Mas, chamarmos de metáforas científicas, não me soa atual.


Quando digo, tenho que dizer, se não, nada disse, apenas fiz ruídos como um asno.


A comunicação  faz parte de um sistema conveniente, isso é significante, diria a Teoria do Significado.


Apesar de significante ter origem no som proferido e o significado ter fundamento na compreensão psicológica, só haverá prosa se ambos mantiverem uma relação de interdependência.


Assim, se nada do que eu escrevi tiver significado, que lhe seja ao menos significante.


Saíamos do Google e vamos procurar sombra na caverna projetada pelo iPhone!


Quem sabe, um dia, conseguiremos novamente nos libertarmos dessa prisão chamada de falta de comunicação.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

As segundas

Por Carlos Giordano


A semana deveria começar na sexta, 

Depois seria a quinta e assim por diante

E, sem que se tomasse tento,

 

O encanto daquele descanso 

Nos seria dado como um presente

Um delicioso final de segunda feira.


Há quem comemore essas segundas

São homens de bem querer

Que veem no simples o belo ato de agradecer


Hei de não ter, sem nunca perder

O desejo de ter sem ser algo de bom

E do ser sem nunca ter tido um alvorecer


Das sextas frias e vazias

Com seus sábados solitários

E domingos vis, fico com a segunda sempre feliz


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Sim, não!

Estranho, 

Um monte de gente fala 

"sim, não" 

ao mesmo tempo.

Repare!

Que dicotomia insana. 

Significante ou significado?

Sintagma ou Paradigma?

O que quer dizer o não como negação do sim, ou vice e versa?

Será que tanto faz?

Pergunte para Ferdinand de Sausurre, pesquise aí quem foi esse doido.

Já grandes pensadores discorrem sobre o Princípio da não contradição como uma forma de organizar as dicotomias do Universo.

Platão e Sócrates o defendiam enquanto Heráclitus o negava.

Afinal essa estrada está subindo, descendo ou subindo e descendo?

Esse rio é o mesmo que estou vendo ou ele já passou?

Esse tempo, qual tempo?

"Ninguém pode acreditar que a mesma coisa possa (ao mesmo tempo) ser e não ser", dizia o velho Aristóteles.

Sim e não, juntos? Não.

Sim é sim!

Não tem que ser não, diria Cristo.


domingo, 20 de novembro de 2016

Campanha Nacional do Saco Cheio

Por Carlos Giordano 

APOIE MAIS ESTA MERDA DE CAMPANHA!
Pelo menos ela é honesta.

Para começar os donos das escolas, cientistas, professores, pesquisadores e alunos das grandes universidades, esgotados de tanta pressão nos estudos, tentando por todas as formas e maneiras descobrirem a vacina contra a grande maioria dos males que assolam a humanidade, dão um passo rumo ao despropósito a partir de hoje, ignorando todas as responsabilidades que recaem sobre si, se lançando ao relapso comodismo da fuga do nefelibata. É o que desejam, parece. Que sorte!

Se tudo vira pizza no terceiro mundo... Porque tanta fome?

Vamos todos então também, com o saco bem cheio, fugirmos daquilo que nos cansa e que nos aborrece a partir de agora. 

Os que têm sede poderiam ficar uma semana inteira tomando água. Os que têm fome ficariam comendo sem parar, como os americanos o fazem, engolindo tudo aquilo que vissem pela frente. Os pobres desgraçados, cansados de terem tanta esperança e fé em Deus, poderiam tirar uma semana de folga se entregando ao casuísmo. Também não seria de se estranhar se os médicos, tão bem remunerados em sua profissão, descansassem essa semana, atendendo graciosamente os doentes mais carentes e aflitos, ficando nas filas dos Hospitais Públicos só por curtição. 

Os “Sem Terra”, tão entusiasticamente apoiados pelo Governo, poderiam dar um tempo de uma semana, não recebendo nenhum apoio financeiro deixando a hipocrisia de lado. Os jogadores seriam punidos tendo que jogar pelo menos uma semana de bom futebol sem ganhar nada, a não ser vaias. E, claro, nossos políticos participariam safando-se de todo esgotamento que a retórica lhes causa, calando a própria boca por uma semaninha só, ademais poderiam dar um tempo de uma semana para os Cofres Públicos encherem de novo daquilo que eles mesmos roubaram. 

Os religiosos cansados de tanto a Ele pedir, poderiam apoiar nossa campanha para que com a humildade que lhes seria peculiar, oferecer de volta aos fiéis aquilo que essas tantas igrejas arrecadam com a mentira pregada pela venda da suposta felicidade. O dono do Jornal, esgotado de tanto informar, poderia ficar uma semana inteira se informando com o preciosismo da cultura televisiva global. Os tele-empregados poderiam se dar um tempo ouvindo por uma semana inteira as próprias besteiras que transmitem. 

Os telespectadores simplesmente desligariam a televisão por uma semana, assim, os anunciantes deixariam de encher nosso saco com tanta publicidade idiota, os gerentes de marketing dariam um tempo aos gerentes de vendas que deixariam os vendedores em paz ligando para pelo menos um de seus clientes pedindo pelo Amor de Deus para comprarem algo. Os vendedores irritados, descansariam consumindo os produtos dos vendedores vizinhos. Os clientes fechando tudo e nos deixando em paz com suas ofertas e promoções, fariam com que deixássemos de gastar pela nossa também rebeldia, rasgando nossos talões de cheques e queimando a droga do cartão de crédito e o banco que se ferre com nossas dívidas que eles mesmos mascaram.

Quem estivesse com o saco cheio da mulher, poderia dar um descanso experimentando ser homossexual por uma semana, para ver as coisas se encaixando melhor e por longos sete dias os travestis cansados de tanta exibição, deixariam a barba crescer para ver o que é bom. As mulheres dariam um tempo sendo felizes sem o cartão de crédito.

Os cozinheiros esgotados, poderiam passar a semana toda comendo Big Macs. O Big Mac venderia comida de verdade. Os engenheiros poderiam relaxar um pouco nos seus cálculos estruturais, para a alegria dos donos das obras, enquanto gozariam apoiando nossa Campanha do Saco Cheio.

Os motoristas de ônibus ofereceriam a sua contribuição descansando e deixando descansar a todos os motoristas de veículos particulares que rodam solitários pelos grandes centros urbanos.

Nessa semana, dando incondicional apoio à Campanha, os usineiros nos presenteariam nos dando uma trégua e aos nossos narizes sofridos, simplesmente se cansando de colocarem fogo nos canaviais, devolvendo-nos nosso Céu Azul. Os industriais, sofridos por serem cobrados por poluírem nossos rios com o lixo podre de sua pobre produção, poderiam se rebelar despejando por uma semana inteira água tratada em seus esgotos. O dono da escola, cansado de tanto ganhar, poderia descansar, repassando a todos os sofridos pais de alunos, um desconto no valor correspondente a uma semana de sossego e saco bem cheio. Nós, os pais, cansados de tanto trabalhar para podermos pagar as mensalidades absurdas cobradas pelas Universidades que estarão também em folga, tiraríamos um bom descanso deixando a inadimplência atingir desordenadamente o bolso do dono da escola. Daí que eu quero ver.

Apoie mais esta droga de Campanha. 

Doe ouro para mim. 
O do Brasil já levaram

O cancro

Uma das maiores forças conhecidas e experimentadas pelos contrários às reformas sociais é a proposta de uma reforma moral e de valores numa sociedade sem princípios.

Ao invés de investirmos em educação moral e cívica, em cultura de princípios e valores, em ética e comportamento, rumamos esforços para demonstrarmos de forma vulgar o hasteamento da bandeira contra a corrupção.

Ora, que hipocrisia!
A corrupção é um sintoma visível desse câncer social e político do qual sofremos.

Se e somente se, conseguíssemos extirpar a corrupção por votação num Congresso Nacional totalmente canceroso, onde a ausência do voto é paga em maletas de dinheiro virulento, ainda assim extirparíamos somente a verruga da metástase.

O novo arranjo político, herdeiro do mesmo cancro genético,  continuaria sendo a manifestação da nossa empobrecida cultura social, onde ser feliz é sinônimo de se levar vantagens sobre alguém.

Enquanto isso, um pouco por dia, tudo o que você acha que tem, está deixando de ser seu.

Corre...
Vai pegar fila pra vacina, vai.
Vacina contra levar vantagem sobre os outros.

Lá perto de casa isso se chama "vergonha".

Pense nisso!

Filippo Giordano Rossi

Querido netinho, se você pudesse agora me ouvir
Eu diria que te amo mesmo antes de eu nascer
Sabe porquê? 
Porque dentro do seu coração bate um pouquinho do meu
Essa cartinha vai servir para quando você já souber ler
E daí vai ser muito legal, porque eu já serei mais velhinho ainda
E pode acontecer de eu me esquecer de algumas coisas 
Por isso resolvi te escrever agora, enquanto espero você nascer

Fillipo, tem tantas histórias lindas que eu quero te contar
Mas no fundo quero lhe dizer que tudo para mim valeu a pena
Quando sua mãe nasceu eu virei papai 
Foi um dos dias mais felizes da minha vida e a da sua avó
E olha que eles ainda se repetiram por vontade de Deus 
Quando nasceu seu Tio André e sua Tia Nathalia
Foi tudo muito divino e, acredite, ficou ainda melhor
Quando seu pai chegou e com seu amor fez você nascer

Nossa vida sempre foi muito gostosa, pena que passou muito rápido
Quase não deu tempo de ter amado ainda mais todos vocês
Vovô gastou um tempão tentando cuidar de tudo e o tempo passou
Só que enquanto eu pensava no futuro, o presente ia muito rápido
Eu queria ter brincado mais com sua mãe, que era a coisa mais linda
Enquanto ainda era criancinha, ela dava gargalhadas tão gostosas
Que nossa vida ficava mais alegre a cada instante do seu sorriso
Tudo era encanto para o Vovô, tudo era motivo de agradecer a Deus

Mas de todas essas histórias que tenho para lhe contar
Acho que todas elas vão estar dizendo que tudo no mundo é muito bom
Até nas horas que você estiver triste, você irá descobrir que do seu lado
Sempre existirá amor para que você possa colher um pedacinho de alegria
Mas olha lá, quero que você estude bastante para quando você crescer
O mundo seja sua casa e que os limites da ignorância não sejam os seus
Você vai ver como eu estava certo, quando você me ver numa foto antiga
E perceber que eu estava rindo de tudo, porque para mim tudo valeu a pena

Você irá conhecer pessoas lindas, bondosas, generosas e honestas...
Então você deverá dedicar-se à elas, ofertando-lhes todo o seu coração cheio de amor
Acho que no seu mundo novo, haverá pessoas assim, como você... lindas e felizes
Antes de você nascer o mundo estava meio bagunçado 
E o povo não tinha muito tempo para isso, pois todos queriam muito 
Mas não percebiam que não tinham nada que os fizessem acreditar em dias melhores
Isso se chama fé, Fillipo, e você vai precisar de muita fé para ser um homem feliz
Fé é acreditar naquilo que você não vê, mas tem certeza absoluta que existe.

Quer saber, eu ainda não te vi, mas sei absolutamente o que sinto por você.
Isso é amor que tem base na minha fé, naquilo que acredito e sempre acreditei
Vovô sempre teve muita fé no Deus do amor, Nosso Pai generoso
Que nos presenteou com a Sua Graça, que é um presente de felicidade 
Presente que nos permite vivermos em alegria constante enquanto estamos com Ele
Alguém irá te falar sobre o pecado, mas eu vou confessar uma coisinha para você
O pecado não existe!
E espero que ele nunca exista dentro do seu coração, netinho querido.

Mas olha, se você conhecer algumas pessoas diferentes dessas que te falei
Não liga não se elas não forem muito legais com você, sabe porquê?
Porque tem uma coisinha chata chamada de inveja, e ela normalmente acontece
Quando a gente é do bem e é honesta com nossos princípios 
E principalmente quando somos felizes, isso às vezes deixa essas pessoas meio confusas
Então, meu lindinho, vá em frente sempre, deixando para trás um rastro de alegria
De boas passagens, de exemplos de postura de um homem de moral, de honra
Cujos princípios são o de ver a família unida, com saúde e com muito amor.

Sabe, meu netinho querido, nunca tenha medo do trabalho
Servir é uma delícia, trabalhar é exageradamente gratificante e não cansa
Nunca canse de trabalhar, ao contrário, descubra como é delicioso aprender...
Aprender a descansar quando o resultado do nosso trabalho nos dignifica e nos enobrece
Ninguém tem direito de colher aquilo que não plantou, portanto aprenda a plantar
Se você fizer isso, sempre irá sobrar colheita para você dividir 
Com aquele que não soube ou não quis plantar, e olha que, 
Dividir também é muito mais legal do que ficar com tudo para você.

Seu bisavô era assim, ele não queria nada para ele...
E quanto mais se desfazia de tudo, mais lhe sobravam coisas para dividir
Dessa forma acho que estou te dando uma receita de felicidade
Pense nisso enquanto cresce, porque no seu futuro eu já não estarei para lhe proteger
Que é o que mais um avô quer fazer na vida... Cuidar dos seus netinhos
Tomara que quando você souber ler, você encontre essa cartinha e perceba que tudo foi legal
Eu fiquei pertinho de você e lhe ensinei coisas legais porque o meu tempo era maior
Quanto mais cabelos brancos eu criava, mais tempo eu tinha para você

Eu não sei bem como vai ser esse seu futuro, mas acho que vai ser lindo!
Vai depender de você e da forma com que você quiser ver
Tem algumas coisas que acho que não vão mudar e são tão maravilhosas...
Por exemplo, acorde antes do Sol nascer e perceba a exuberância da vida
As cores da alvorada são maravilhosas e enchem a gente de energia vital
O canto dos pássaros na primavera é lindo e também é um presente de Deus
A Lua também é muito linda e acho que ela não vai mudar no seu futuro
E saiba que eu escrevi um monte de poesias para sua avó, olhando para a Lua

Quando você for conhecer o Oceano, vai ver que coisa legal
É da Natureza, desse mundo cheio de coisas boas para se fazer
Vá pescar com seu pai, vá jogar bola com ele, ou com seus primos
Colha uma rosa em botão e leve para sua mãe e veja o rosto dela como é lindo
Aprenda a cozinhar coisas gostosas para deixar todo mundo feliz
Tome vinhos quando tiver idade, mas com moderação para não ficar de fogo
Porque ressaca de vinho é coisa chata de se curtir, demora um montão para sarar
Por isso, meu amigo, curtir as coisas boas da vida é que vai fazer você feliz.

Seu primo Pedro recebeu uma cartinha do Vovô que conta a nossa história
Peça para ele te mostrar, você vai ver como tem um monte de gente que te ama por lá
Mas o que eu quero mesmo te dizer é que se na sua vida tudo faltar, lembre-se de Deus
Ele existe de verdade, eu já me encontrei com Ele algumas vezes
E Ele me confessou coisas lindas que estão preparadas para você
Todas elas estão vinculadas à sua capacidade de amar as pessoas
De viver uma vida digna de um homem de fé, e que quando o futuro chegar
Você possa contar histórias que todos vão querer ouvir.

21 de Abril - Tiradentes

Joaquim José da Silva Xavier
UM PENSAMENTO 

Um cara que se rebelou contra a tirania portuguesa que assolava a elite mineira com a cobrança do "quinto", os 20% sobre a arrecadação das minas de ouro na segunda metade do século XVIII, século iluminista, que fomentou ideias filosóficas que mudaram o mundo.
Nessa época, a Revolução Francesa pôs fim à Idade Moderna com o lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" iniciando a era Contemporânea.

Tiradentes foi mais um que lutou contra a Coroa Portuguesa. Houveram muitos outros, como os baianos também o fizeram na Conjuração Baiana ou Revolta do Alfaiate, aplicando a mesma estratégia mineira.

Mas o que aprender com isso?

A "gota" de Joaquim foi a cobrança do quinhão chamado de "Derrama", que era uma forma de arrecadação complementar do "quinto", que consistia em prisão do "homem de bem" que não garantisse 100 arrobas de ouro por ano à Coroa. (1500 kg) - Imagine só!

Se o Alferes Joaquim estivesse vivo hoje ele seguramente defenderia a ideia revolucionária de se cobrar o "DERRAMA" das instituições bancárias brasileiras que num período de recessão, em que as famílias perdem patrimônio a cada dia, os bancos registram lucros recordes em 2015.

Itaú com a bagatela de R$23 bilhões, Bradesco com R$17 bilhões, BB R$14 bilhões, Caixa R$ 7 bilhões e Santander R$ 6 bilhões.

Coisa de R$ 100 bilhões se somados aos demais agentes financeiros. Isso significa que com um Brasil de 79 milhões de população economicamente ativa, cada brasileiro que trabalha ofereceu (de lucro) R$ 1.265,00 ao sistema bancário brasileiro em 2015. Fora impostos para Dilma da Coroa Vermelha.

Essa DERRAMA de dinheirama faria muita diferença se voltasse a circular na economia brasileira.

Sabe como? 
Não perca sua cabeça como ele.

Estude.

Tiradentes era ignorante, mas seu pensamento estava correto.

Curta seu feriado enquanto sua dívida está sendo atualizada com juros compostos.

Só no Brasil!

Por Carlos Giordano

O melhor Chef do mundo

Eu ainda não sei qual o melhor prato que o Chef vai preparar pra mim.
Do menu Dele que já provei, não tenho medo de arriscar.

Ele manda bem na cozinha... 
Transforma terra em mangas, figos, caquis, morangos, uvas, laranjas, tomates e tantas verduras, sementes e castanhas deliciosas. 

Pra mim Ele é o cara.
Ninguém cozinha como Ele.

Como posso não Crer em Deus?

Escravos do Brasil

por Carlos Giordano Jr.

Ah, escravo febril
Tu que sentes a dor do cravo
Que rasga a Carne Santa
Escancarando as feridas da alma
Num eterno sofrer que lancina
O coração de quem se diz livre

Oh, escravo de si mesmo, 
De seu ventre doído
Que nunca pariu a liberdade
Vive agora, mais que nunca
A dor de sentir-se ausente
Deste presente sem futuro

Ah, escravo sem cor
Que eternamente sentes sem sentir
Nascido escravo sem nunca sê-lo
Abrigas no peito o desejo de ser igual
Aquele que é feliz sem saber porque
Num mundo podre e predador

Ah, princesa Isabel
Do ventre livre ao sexagenário
Libertastes pois, o sonho de poder ser
Em 13 de Maio daquele ano, donos do Brasil
Do pau brasil, cuja história se iniciou errada
De natureza tão pacífica que se escraviza

Oh, brasileiro, escravo da paz
Viva agora na escravidão de seu sonho
Neste mesmo covil que intimida e humilha
Entre açoites da moral, nos enche de vergonha
Machuca no lombo daquele que ainda ri
Pela privação de sua própria dignidade.

O dia que não foi

Poderia ser um dia igual aquele que não existe
Vazio e acabado como vinho escorregado
Até que o mar esfriasse o Sol no seu berço
E a bruma ocultasse aquilo que nem quis ver
Mas mesmo assim, obrigado Senhor 
Pela estrada que ainda não fui.

Cegueira


Vendo meu fusca e meu fogão
Vendo minha bike e minha moto
Vendo minha viola e meu violão

Vendo minha máquina de escrever
Vendo as moedas que juntei
Vendo tudo que tenho e que não uso

Vendo até minha TV que pouco vejo
Vendo o vinho que não bebi
Vendo as noites que não dormi

E vendo isso, não enxergo o essencial ao coração
Só consigo ver as árvores que um dia plantei

Boa noite!

Sertanejando

Por Carlos Giordano

Nesta parte de mim que me questiona
Sei que o que sei não serve para resposta
E sigo cavalgando uma interrogação estúpida
Pelo amanhã que nunca chega, e dói

Nesta manhã que do ontem restou o fardo
Carrego somente o sonho de acreditar 
Naquilo que não é sem nunca ter sido
Curando minh’alma desse corpo cansado

O carcará grita de fome com o bucho vazio
Avisando que ele ainda vive e tem fé
Mas que será daquele cujo ouvido lateja
De medo daquilo que não pode ver?

Tem chuva na caatinga e o canto ecoa
Nas Graças de Deus, nóis é de morrer...
Nóis vive e nóis morre é nas Graças de Deus
Numa ladainha sem fim nessa vida finita

Tristes mãos calejadas de esperança
Trabalham com dor de enxada na terra pilada
Rachada de tanto sofrer onde o pó castiga 
O suor que emana da experiência de viver

Venha vida, venha e permita viver
Esse povo sofrido que chora de amor
Num angu que engasga e mata de dor
Triste fim de quem nunca foi aquilo que quis 

Sementes que teimam, sementes que tentam
Com impulso do Criador, mostrar seu valor
Se lançam na vida sem nunca saber
Que o sangue da terra feito água não virá

Esse gado surrado com o couro curtido
No Sol que abrasa, queima e maltrata
Seca o úbere numa esperança de salvação
Da cria que nem sabe por que nasceu

Nesse vai e vem de querência do meu País
Essa carne dolorida que alimenta o que não fez
Não sofreu, não produziu, nem ao menos quis
E se acha digno merecedor dessa matriz

Quanta iniquidade, sou obrigado ver
Se ao menos a cegueira me calasse
Poderia viver na ignorância sem sofrer
Bebendo da fonte limpa sem nada querer

A dor do sertanejo é diferente 
A lágrima é seca, mas quando desce 
Na face cansada, rasga de dor a pele enrugada
Expondo as feridas daquilo que viveu

Pobre povo, pobre Brasil
Na caixa de Pandora, habita a esperança
Esperança num mundo sem dor
Sem o cancro aniquilante da desgraça

O dia que eu vi Deus

EU VI DEUS

Na alvorada de um novo mundo, fomos acolhidos pelo desejo de nos encontrarmos com Deus.

E Ele estava lá. Na verdade, sempre esteve, mas nós nos esquecemos de sua onipresença e imaginamos podermos colocá-lo num simples altar. Não, não é assim, e nem nunca poderá ser.

Deus, em sua infinita bondade, se reserva ao direito de simplesmente estar. E Ele estava realmente lá.

Às seis da manhã encontramos Deus naquela paisagem bucólica e deliciosamente serena.
Dona Nalva, uma pessoa mística e corajosa me convidou para ver Deus.

Poucos dias antes, essa católica fervorosa, que dedicou sua vida a praticar o bem na comunidade de Planalto, Bahia, procurou-me para dizer que havia tido um sonho e nesse sonho, encontrou-se comigo sentado num banco de jardim. Naquele encontro, me viu folhando documentos que pareciam ser escrituras de compra de um imóvel. Mas para seu espanto, sentiu também que aquele imóvel tinha uma história muito triste e que nele, habitavam forças muito negativas, que seguramente não fariam bem a ninguém. Assim, se tudo isso fosse verdade, tinha se incumbido perante sua própria missão de vida, junto ao Pai Celestial, a levar a Presença de Deus até aquele local através de suas orações.

Assim o fez e, de fato, confirmada a história realmente comigo, intimou-me a comparecer ao nascer do Sol na Fazenda Esperança, uma pequenina porção de terra que havia comprado para meu deleite pouco tempo antes desse encontro, a fim de proporcionar uma energia melhor àquela árida paisagem.

Ocorre que segundo sua percepção, aquelas terras teriam tido origem de posse através de muitas brigas em família, ocasionando até mesmo em morte, seguida de muita dor para os que a herdaram.

E eu havia comprado aquela propriedade sem me apropriar dessa informação.
Estranhamente, pouco antes desse episódio, havia reformado a casa sede da Fazenda e levado a família para conhecer e passar ali uns dias de tranquilidade, sombra e água fresca. Mas não foi assim. Ficamos apenas uma noite e no dia seguinte tivemos que partir sem saber explicar bem o que havia acontecido. A sensação não era boa mesmo e ninguém quis ficar mais nenhum dia. Nem mesmo eu sabia explicar o que havia acontecido, mas de fato, alguma coisa não muito boa estava por ali.

Levantei-me às 5 da matina e segui para lá. Logo chegou Nalva com mais duas amigas.
Iniciou fazendo uma oração bem na sala de jantar, mas logo parou....
Não sabia explicar, mas ali não era o lugar.

Então, fomos para fora da casa. Nalva, fazendo orações em voz alta, aspergindo água benta em toda a volta da casa, invocava a presença de Deus com uma intimidade invejável. 

Até que escutei-a bradando em alta voz pela presença do Criador.

E Ele se fez presente.

A neblina fria da colina se dissipou dando espaço a uma Luz Divina, que enchera de cor e brilho aquele local. A grama queimada do pasto ficara verde como a relva e tudo reluzia paz e encanto. 

Deus estava ali, nos presenteando com seu infinito amor.

Sou brasileiro, sou escravo!

Sou brasileiro, sou escravo!
Apoie essa droga de campanha.

Você trabalha com muita dificuldade em conseguir um emprego, por conta de uma tal crise política e econômica, aí pega seu salário e paga metade para o feitor do governo te roubar.

Com a outra metade você tenta pagar sua moradia, sua comida, água, luz e telefone, além de ter que pagar pela educação e pelo seu médico, remédio e internação caso um dia você fique doente e paga mais impostos sobre isso.

Com o que sobra, você tenta comprar um carro de péssima qualidade feito no Brasil e paga o maior preço do que qualquer país e a maior taxa juros do mundo se for financia-lo, paga a sua licença para andar, o seu IPVA, Seguro obrigatório, Seguro particular e um absurdo caso tenha que passar num pedágio, mas para isso, pare num Posto e abasteça com uma meleca de mistura de gasolina de péssima qualidade e pague mais impostos por ela, caso não seja roubado pela bomba adulterada.

Aí pega a sua família e vai passear feliz da vida, com 50 contos na carteira.

Depois de tomar a sua já tradicional multa, vc cai num buraco porque a tampa do esgoto estava rebaixada e fica sem os pneus e sem os amortecedores que ainda nem pagou.
Com os 50 paus, vc levanta a cabeça, sacode o pó do lombo, pega um táxi e vai votar porque é obrigatório, tá?

Só faltam as 30 chibatadas no pelourinho e voltar pra Senzala.

Bom dia pra quem não desiste!

Rio São Francisco

Por Carlos Giordano

Flutuando nessa imensidão
Remava contra o que não sabia
O rio ali era de vida natural
Livre, puro e desconhecido.

Das certezas vinham dúvidas
O final está na próxima curva
A mata fechada sinaliza o rumo
Permitindo a luz daquele caminho.

Desce rio, vai para o mar...
Leva consigo meu pranto e
Arrasta minhas mágoas para o fundo
Amenizando o calor do meu sofrer.

Sigo sem pensar, pensando.
Naquilo que já encontrei
E em um suspiro, esqueci.
Que Ele sempre esteve ali.

Quero ser aquilo que devia
Na magnitude de Teu divino desejo
Encontrar-me nesse rio sombrio
Com a pureza do imaculado amor.

Esse verde escuro que fascina
Transporta-me do meu nada
A um momento de esperança
Pois a vida existe somente em Ti.

10 coisas para se coisar

Nunca tivemos tantas informações como agora!
Só que não estamos sabendo o que fazer com isso.
Algumas coisas quero compartilhar com vocês:

1. É difícil saber se não perguntar e não souber ouvir.
2. Raciocínio é necessário para sua segurança.
3. Sabedoria não se acha no Google.
4. A coragem para agir não se encontra no seu celular.
5. Caráter é a demonstração da evolução da sua personalidade no exercício de suas relações.
6. Amor foi feito para dar, não para receber.
7. A partilha é necessária para o convívio em harmonia.
8. Não dá pra ter experiência de vida sem sair do facebook.
9. Crescer sempre dói.
10. Saber o que fazer com isso é um problema seu.

Acorda pra vida, José!
Vai jogar fubeca que você ganha mais.

Comida de Vó

Não sei porque todas as respostas certeiras dos avós, em algum momento, passaram a ser questionadas. Que pena.

Essa certeza, essa segurança, foram herdadas pelos pais da minha geração, e numa prova de fogo, passaram também a serem contestadas e, ao final da história, ninguém mais tem certeza de nada.
Que pena, que pena.

O arroz com feijão da minha Avó, alimentava o corpo e a alma, num conforto inquestionável, entretanto a busca incessante por novas receitas, acabou por não mais satisfazer o básico e aí que a tristeza saiu do forno no lugar da alegria do bolo de fubá com erva doce.

A felicidade está justamente no básico, no simples. Não precisamos de tanto tempero assim para o prato da vida ter sabor.

O perfume do café passado no coador de pano era ainda mais gostoso que o próprio café. É só senti-lo.

Quanto menos queremos, mais motivos temos para agradecer ao Deus do amor por tantas Graças que nos concede diariamente. 

Que tal aproveitarmos este dia das crianças para tentarmos resgatar essas respostas simples para tantos questionamentos da vida moderna, experimentando a graça e a leveza das crianças ao voltarmos a um entendimento mais puro sobre a vida.

Vai...
Faça café no coador de pano, bata um bolo de fubá e cozinhe um delicioso arroz com feijão e chame seus filhos à mesa para lhes contar histórias de amor.

De repente é só isso que falta.
Bom dia.

Verdade

Se não houver espaço para se contestar a mentira, ela se torna verdade?

A verdade é, para mim, consensual. É a diminuição da distância entre a razão e a realidade fática.

E, neste momento em que se desprezam as fontes das informações, das realidades contestes, das razões não conscientes, parece não haverem motivos para que tenhamos convicções para defender.

Assim, a verdade parece não existir quando esmagada pelos tentáculos do despotismo.

Uma sociedade que hoje, pobre em valores e rica em sofismas, atribui a si mesma, a aniquilação do direito de coexistência no mesmo tempo, neste mesmo espaço chamado Brasil.

Uma realidade ilusória.
Um marco triste na nossa história.

O cego que não quis ver

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel.  

Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. 

Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.

Enquanto isso, no Brasil colônia

As forças democráticas aparentemente antagônicas, na verdade, rumam para o mesmo desejo de moralização das práticas políticas.

Vejo metade da nação clamando por uma participação mais efetiva na assistência aos menos favorecidos, com projetos sociais politicamente defendidos e consagrados pela população mais carente, pedindo um continuísmo vermelho quase inconsciente, mas assistente e infelizmente necessário.

Outra parte inconformada com tanta demonstração de improbidade na gestão da coisa pública, com a falta de ética e de moral com os quais se têm conduzido as questões que envolvem a riquíssima Nação brasileira e, naturalmente, pela falta de responsabilidade atribuída aos maus políticos partícipes dos grandes escândalos de corrupção que nos aviltam o orgulho de sermos brazucas.

Ainda nos resta exigirmos do Governo aquilo que nos honrará no futuro por nossos feitos e não por nossos desabafos.

Pena que o povo está silente, adoecido e adormecido na senzala do Brasil Colonial, enquanto senhores do feudo, ameaçam com 320 chibatadas no lombo, ao ano, de quem precisa do cheque especial e 500 açoites para quem usa cartão de crédito. Taxas de juros absurdas de um Brasil que nem as margens plácidas do Ipiranga existem mais para acalentar essa dor com um brado retumbante de independência que não mais virá.

A organização social recheada de valores e de ética, com foco na valorização do bem público, ficou pendurada no pelourinho da iniquidade e espera por um último suspiro.

Viva o povo brasileiro!
Mas, viva o povo Cubano também, o Venezuelano, o Boliviano, todos aqueles que apoiam o assistencialismo escravocrático e que agora se humilham atravessando o Mar do Caribe em busca de asilo na terra do Tio Sam.

Viva a democracia de mentira da urna eletrônica brasileira!

Mas como escravo dos dentes bons agarra na esperança o sonho da liberdade, numa linda manhã nos orgulharmos de termos fugido desse passado horroroso.

Agora, vamos trabalhar duro para mantermos nossas famílias felizes, nossa sociedade organizada, equilibrada e justa, fazendo com que nossos valores e nossos direitos sejam novamente respeitados.

Doe ouro para o Brasil, se não tiver mais, doe seu orgulho.

Querer

Jesus, em sua infinita sapiência, nos revela que os ricos não herdariam o reino de Deus.
Seria mais fácil o camelo passar pela agulha.

Ora, quem são esses ricos?
Ricos são os que têm muito ou os que querem pouco?
Querer pouco nos eleva a condição de gratidão por aquilo que nos é concedido e isso nos facilita a caminhada rumo à felicidade, nos enriquecendo a vida com alegria, com sentido.

Deus, amor e perdão, nos permite sermos felizes através da Sua Graça. E, Graça é um presente de fé que nos faz, sempre que erramos e nos arrependemos, comungarmos novamente com Seu Plano Divino, o Plano de Deus, o Plano do Amor.

Comungando com Ele, seremos sempre felizes e poderemos sim, herdar o seu Reino aqui na Terra.

Portanto, seja rico, querendo menos.

Doe mais o seu amor e veja como tudo à sua volta acaba mudando para melhor.

Pense nisso!
Boa semana.

Atores e autores

A rede social parece replicar a apologia ao não saber, ao anti exercício do pensamento. 

Pelo menos, vejo uma dificuldade absurda em expressar-se de algo em que não houvera ação, não houvera movimento, não houvera a participação efetiva na defesa de uma convicção sequer, numa frenesia de tentativas de se propagar algo que não se consegue sedimentar como estrutura de pensamento.

Assim, onde estão os autores ou os atores dessa tragicomédia?

Afinal, estamos demonstrando nosso sentimento, por falta de sabedoria, através dos kkk's.

Então kkk para nós, por enquanto.

XV de Novembro

A Proclamação da República 

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. 

Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. 

Como teria sido a permanência da Monarquia no Brasil?

Talvez tivéssemos experimentado um progresso muito mais sustentável, como a Inglaterra, por exemplo. O Império brasileiro poderia ter se sustentado nos valores morais, éticos e tradicionais da coroa, considerando que Pedro II era um homem culto, estudioso das questões sociais, abolicionista contra toda uma sociedade escravagista, que considerava os escravos como direito de propriedade.

Dom Pedro II falava 17 idiomas fluentemente, e dedicou a sua vida à construção de uma sociedade justa para todos.

Viveu seus últimos anos no exílio, com ajuda financeira de amigos. Não fez fortuna, não roubou nada da Nação, mas ao contrário, teve seu sonho roubado.

Foi enterrado junto com um punhado de terra do Brasil, que levava nos bolsos, como seu último pedido.

E, por aqui, ainda falamos em democracia, onde o prefixo "demo" tomou um outro sentido.

Pobre povo!
Viva a Monarquia!
Deus salve a rainha!

Bom dia.

A partilha

Quando partimos, sempre perdemos aquilo que não conseguimos doar. Então para que acumularmos conhecimento, se isso é algo que quando se dá, não se fica sem?

A partilha das nossas experiências de vida é que fortalecerá as novas gerações nas tomadas de decisões mais assertivas, quando poderemos construir um mundo mais humano e mais feliz.

Mas, acautelem-se vocês, que pensam que a vida de Felicidade se constrói com o tempo perdido.

O verdadeiro conhecimento vem do experimento de ter feito, de ter vivido o presente em cada momento oferecido.

Portanto, não há presente, sem que se faça, sem que se experimente a vida como ela é. O tempo se perde e não volta.

E sem o presente, no futuro, não teremos passado para nos orgulharmos de nossos feitos, aniquilando assim a nossa história.

Sem história, não teremos conhecimento para trocarmos com as futuras gerações que sofrerão caladas com a derrocada da cultura por nossa falha no presente.

Portanto, queridos amigos, pensem como vocês irão contar amanhã o que estarão fazendo hoje.

Vão...
Façam alguma coisa, experimentem os acertos, sintam as dores dos erros, descubram o que o Sol traz para nós todas as manhãs!

Sintam a presença de Deus nas suas ações, no amor da Criação, no Ato Divino de ter-nos feito à Sua imagem e semelhança.

Acordem cedo, respirem, existam, confraternizem-se, amem, trabalhem, dividam, somem, se permitam, mas pelo amor de Deus, façam!

Só assim, nos encontraremos no nosso futuro e poderemos colher juntos, a safra que plantaremos hoje.

Obrigado, professores da minha vida, que me ensinaram a aprender a pensar.

Pense nisso!
Bom fim de semana.

O batismo do Filippo


O Batismo é a consagração do amor de Cristo em nós.

Um dia, algumas células decidiram se amar e me deram vida. Enquanto experimentava essa comunhão, pude exercitar também o poder da escolha de viver minha vida pautada nesse amor.

Também escolhi crer que essa energia vital seria chamada de amor ou mesmo, de Deus.
Para mim, Deus é vida, Deus é puro amor.
Com esse amor, construí minha família.

Essas novas células, meus filhos, unidas pelo mesmo amor, também resolveram se amar, e delas, nasceram meus netos.

Pedro, Filippo e mais um menininho que está sendo gerado, e que, tudo indica que se chamará Theo. 
Que benção... 
Theo, do grego, significa literalmente Deus.

Hoje foi o batizado do Filippo!

Comemos cordeiro com lentilhas, que simboliza a festa da colheita farta.

Reunimos toda família de novo e provamos do gosto de nos amarmos, e agora, meu coração bate também no peito do Filippo. 

O Batismo nos une assim, incorporando-nos em Cristo como membros de um só Corpo. 

Assim, se temos o Espírito de Cristo em nós, somos uma só coisa com Ele.

Agora sei que não sou eu que vivo, minha família vive em mim!

E tenho certeza que viverei neles para sempre.

Obrigado Senhor!

sábado, 19 de novembro de 2016

Ibira Piranga

por Carlos Giordano 


516 anos dessas terras

Do batismo das brasilis 

Dos Cabrais nefastos

Das suas árvores vermelhas

Fostes o nome desse Pau, Brasil


Brasil, te originas das brasas

Brasas mórbidas que dissimulam

E, encarnadas nunca apagam.

Cujas certezas consomes abafada 

Até acabar com o cerne da Paz 


Brasil, covarde brasil 

Hás de conhecer a derrota

Dessa hipocrisia que ascende 

E acende o estopim do caos 

Inflamando a Ibira Piranga


Da vara varonil, resta-lhe

As cinzas da intolerância 

Fracasso inculto da soberba

Sociedade podre, que se ergue

Sob as dores dos açoites brasis


O que fizeram de ti, Ibira Piranga?

Do seu verde da esperança

Conseguimos colher incertezas

E tristezas, onde te ausentas da moral 

Vergonha de sermos Brasil.


terça-feira, 29 de março de 2016

Fazenda Esperança


Fazenda Esperança
Março de 2016

Nesta parte de mim que me questiona
Sei que o que sei não serve para resposta
E sigo cavalgando uma interrogação estúpida
Pelo amanhã que nunca chega, mas dói

Nesta manhã que do ontem restou o fardo
Carrego somente o sonho de acreditar
Naquilo que não é sem nunca ter sido
Curando minh’alma desse corpo cansado

O carcará grita de fome com o bucho vazio
Avisando que ele ainda vive e tem fé
Mas que será daquele cujo ouvido lateja
De medo daquilo que não pode ver?

Quando há chuva na caatinga, o canto ecoa
“Nas Graças de Deus, nós é de morrer...
Nós vive e nós morre é nas Graças de Deus”
Numa ladainha sem fim nessa vida finita

Tristes mãos calejadas de esperança
Trabalham com dor de enxada na terra pilada
Rachada de tanto sofrer onde o pó castiga
O corpo suado que emana desse viver

Venha vida, venha e permita viver
Esse povo sofrido que chora de amor
Num angu que engasga e mata de dor
Triste fim de quem nunca foi aquilo que sonhou

Sementes que teimam, sementes que tentam
Com impulso do Criador, mostrar seu valor
Se lançam na vida sem nunca saber
Que o sangue da terra feito água não virá

Êh! Gado surrado com o couro curtido
No Sol que abrasa, queima e maltrata
Seca o úbere numa esperança de salvação
Da cria que nem sabe por que nasceu

Nesse vai e vem de querência do meu País
Essa carne dolorida alimenta o que não fez
Não sofreu, não produziu, nem ao menos quis
E se acha ainda digno merecedor dessa matriz

Quanta iniquidade, sou obrigado ver
Se ao menos a cegueira me calasse
Poderia viver na ignorância sem sofrer
Bebendo da fonte limpa sem nada querer

A dor do sertanejo é diferente
A lágrima é seca, mas quando desce
Na face sofrida, rasga de dor a pele enrugada
Expondo as feridas daquilo que viveu

Pobre povo, pobre Brasil
Que acredita na caixa de Pandora
Onde mora a Esperança d’um mundo sem dor
Sem o cancro aniquilante da mentira

Nesta Páscoa do Senhor Jesus
Seria muito pedir-Lhe que Ele morra de novo por nós?
E renasça no coração de cada um trazendo paz
Felicidade e novamente o riso para o Seu povo

Ô Meu Deus, nos salva dessa sociedade
Doente que não sente pelo choro da gente
Leva para longe esse momento de tristeza
E, nos abençoe novamente com Seu Amor

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O ensino como libertação do povo brasileiro

O final do ano letivo se aproxima.

Muitas famílias assistem inertes o derradeiro esforço de seus filhos em conseguirem melhores notas para, atingindo a média mínima necessária, serem promovidos para o ano seguinte.

O compromisso das instituições educacionais para com a formação intelectual de seus pupilos, endereçando-os a um futuro individualmente responsável e politicamente participativo, estará sendo colocado em dúvida a partir de seu desfecho.

Formar é seu propósito. Educar é seu meio.

Faltas então apontadas no sistema de ensino agora, serão responsáveis pelo sentimento de impotência gerado, que acompanhará o inculto em sua jornada pelo veio intolerante da ignorância, em uma economia de mercado cada vez mais exigente e impiedosa.

Ao matricular seus filhos, seja na rede pública ou privada, a família está criando a expectativa de, enviando-os à escola, estarem dando a eles a oportunidade de se munirem de cultura e educação necessárias à sua sobrevivência como futuros senhores de si e de seus ideais.

A falência dessa intenção vista pela reprovação do aluno no final do ano, dificulta sua conduta futura no processo de seleção do mercado de trabalho, impossibilitando-o de competir em igualdade de condições.

Reprovar significa eliminar. Eliminar é punir, mas não o aluno, pois este já estará sendo punido pela falta de expectativa. Punir sim a própria instituição que pela sua incompetência o condenou.

Baixos salários de seu corpo docente, seriam responsáveis pela falta de interesse em permanecer intocável em seu propósito educacional? A dança da batuta ainda teria intenção de reger com maestria o interesse do aluno, ou prover recursos meramente palpáveis na lei do mais fácil?

O conteúdo educacional oferecido de maneira cúmplice e responsável, ao longo do período escolar aos desejosos e carentes alunos, deveria recompensá-los na colheita de novas safras de elementos pensantes e habilidosos, que experimentarão a doce batalha da vida com mais armas, encontrando assim um pouco mais de facilidades.

Constatada então a impossibilidade de aprendizado por erro ou desvio individual de comportamento ou por falhas diretivas no sistema aplicado, considerando o aluno como mero consumidor reprovado pelo produto oferecido, os contratantes, as famílias, devem impor ao Código de Defesa do Consumidor o julgo da questão, reclamando pelo maciço e sôfrego capital investido na iniciativa de adquirirem um produto estragado ou no mínimo ineficaz oferecido pelo Estado ou pela Instituição particular.

Essa irresponsabilidade incauta, deverá ser discutida e reavaliada, levando-se em consideração o futuro de toda uma geração que, sem culpa, colocará em risco a própria felicidade.

Essa geração vem acometida de doença crônica, pois as formas de educação aplicadas nos últimos anos, têm se mostrado altamente eficazes em formarem indivíduos inócuos, sem expressão, sem razão, sem poder de defenderem suas convicções provocando mudanças.

Calcada na expressão “pão e circo”, a política educacional brasileira instituiu a merenda escolar para segurar o indivíduo pela barriga e oferecendo um pouco de diversão, pois as aulas são assistidas e não participadas, transformou este indivíduo num cidadão altamente dependente das instituições. Assim, não discutem, não pensam, simplesmente votam.

Se o verdadeiro educador, quando respaldado pela instituição, voltando-se ao desejo de projetar em seus alunos o direito de se expressarem, participando de forma efetiva dos momentos vividos em salas de aula, fortalecendo valores, enaltecendo a moral, a ética, o respeito e o bom senso, experimentando a convivência com a similitude da lida na história do bem, integrando-se aos alunos no centro da sala, permitindo-os conhecerem a capacidade construtiva do amor em sua essência como alicerce do relacionamento humano, falando-lhes de regras de comportamento, de educação, daquilo que é o certo, o correto, fomentando a capacidade de defenderem suas próprias convicções, promovendo assim discussões positivas que culminarão num ensaio da vida, facilitando a expressão de ideias e motivos, fortalecendo principalmente o caráter, estará assistindo o nascimento de uma nova geração participativa, que terá em seu bojo o poder de simplesmente exercer o direito de ver, ouvir, pensar, falar e agir.

Esse investimento racional na educação de seu povo, fará do Brasil o berço de uma sociedade culturalmente rica, justa e pacífica, onde o certo continuará sendo sempre o certo. O Estado perderá seu poder centralizador, cedendo espaço à uma nova organização sociocultural cujo maior desejo, será o de ver suas instituições novamente valorizadas pelo orgulho de ser brasileiro.

Aí sim nosso futuro estará garantido.