Por Carlos Giordano Jr.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Maresias

Por Carlos Giordano Jr.

Maresias - Verão de 2005

A serra
A névoa encobre seu verde
Alvorece um novo mundo
Tudo se renova nesta manhã
O amor invade os corações
E o dia se torna muito melhor
Pudera ser sempre assim...

Os pássaros
Com seus cânticos cariciosos
Somam-se à quietude da mata
Sublimando a criação divina,
E o silenciar da voz humana
Prenuncia a liberdade latente
Da natureza outrora imaculada

O mar
Cálido pelo verão, repousa tranqüilo.
Agora, depois do trabalho difícil
Temeu-se pela morte que ofereceu
Num entardecer de pavor e de sofrer
Ceifando o riso, tirando a paz
Restara somente a dor da solidão

O mar II
Com seus movimentos de afeto
Suas ondas nos afagam com frescor
Meus olhos repousam naquele azul
O medo se foi e descanso no que restou
A areia me esquenta e me fortalece
Hoje sou harmonia, natureza e certeza

A mata
No silencio, a curiosidade me norteia
Descalço, entro no temor de criança
E encontro o que não podia ver
Sou homem, sou bicho, sou o que quiser
Ouço a floresta me chamar, posso ir
Encontro a mim mesmo, só amor

A mata II
Galhos, troncos, mato e medo
Os bichos que não vejo são feios
Dos que vejo, me defendo
Agora caço meu alimento de fé
Ele existe e esta por ali, sempre
Nunca faltou e eu, às vezes, O esqueci

Casinha
Neste colo de serra, ela está
Linda e exuberante, presenteia quem recebe
Com carinho, ternura e bom descanso
Renovando nossa alma em busca de conforto
Rústica, nos dá a paz que queremos
Quando fugimos daquilo que fizemos

Casinha II
Sempre assim, integrada na paisagem
Com graça e benevolência, fizeram-na ser
Como coração novo, recebe nossos desgostos
Transformando-os em combustível de vida
Para queimar na fogueira da razão
Daquela vida que não queremos ter

Café da manhã
Bom dia, parece ser todo dia
Só encanto e alegria,
Risos com café com leite
Omeletes com barulho, e torradas de paixão
Abraços com sanduíches de amor
Esse é o dia que queremos ter

Café da manhã II
Bom dia nosso dia!
Acordem para a vida, vamos juntos
O Sol sempre esteve por aqui
Quem puder que veja, café na mesa
Fatias no forninho recheadas com carinho
Não demorem, senão taco pedra na janela

Prainha
Pega o gelo, cerveja e emoção
Petiscos sem pecado, cadeiras e guarda sol
Meio dia de horário ruim, seguimos assim
Azul, verde e branco são as cores ali a brilhar
Cantando e brincando com a vida a sorrir
Já lá, queimamos demais, a sós com o mar

Prainha II
Riam da vida vivida, riam do sol e do céu
Da areia quente que queima os pés
Levamos tudo com todos, barraca e isopor
– Homem ao mar!!! Que calor...
É Capitão Carlão, sempre e sempre
Com seu riso, seu carinho e seu amor

Dedicado ao amigo Carlão
Maresias, 19 de janeiro de 2005

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