Por Carlos Giordano Jr.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Céu de brigadeiro no varejo brasileiro

Por Carlos Giordano Júnior

Ao encerrarmos o primeiro semestre, devemos concluir nossos trabalhos de apresentação de resultados visualizando as conquistas que tivemos erguendo ainda os olhos para o futuro que se nos apresenta.

Considerando essa evolução positiva, porém, observando o momento de apreensão gerado por essa recente crise que ameaçou afetar mercados e restringir o crédito, o setor de varejo busca promover ações que possam efetivamente alavancar novos negócios, lançar inovações e realizar estrutura competitiva amparada nas oportunidades que o mercado brasileiro oferece.

Assim, a empresa do futuro vislumbrará posicionar-se nesse palco como ator principal, analisando e fomentando oportunidades indicadas por seus principais stakeholders. Ao permanecer convicta desse horizonte, deverá contrabalancear com a capacidade de geração de caixa e obtenção de créditos com taxa exeqüível.

Dentro dessa ótica não se descartam a possibilidade de estudos de viabilidades em fusões e aquisições de redes de varejo regionais que possam solapar ainda mais as eventuais dificuldades de expansão em terras alheias.

Esse caminho teria menos pedras para pisar, levando-se em conta a economia de tempo e de esforços para galgar-se a escala de volumes pretendida.

Ocupados os quatro cantos dessa geografia com força e capacidade, restaria ainda, como lição de casa, trabalhar em mecanismos focados no esforço de redução dos custos operacionais.

A experiência indica também o investimento em lançamentos de produtos de alto valor agregado com marcas próprias, avançando para cima em passos largos nos degraus fatíveis do desejado e necessário crescimento comercial.

A parte desses movimentos, o aumento do poder aquisitivo das classes C e D, nos indicam mais um caminho de oportunidade ao estabelecermos parcerias com as indústrias desses produtos que, encorajados agora por esse consumo, favorecerão o giro das mercadorias à venda em lojas de varejo através de seus grandes atacadistas.

O investimento em tecnologia de informação deverá ser a melhor ferramenta nessa guerrilha, desenvolvendo novos canais de comunicação, de venda e de controles administrativos. As modernas técnicas de gestão de riscos validam que o investimento em tecnologia de ponta na rede de varejo é um caminho seguro para reduzir custos maximizando a sustentabilidade de cada projeto.

O varejo como válvula de alívio das pressões da sociedade de consumo, atribui às fortes redes, grandes oportunidades de se estabelecerem regionalmente com suas marcas que levam em conta principalmente a credibilidade em suas operações, disponibilizando ao cliente sempre qualidade nos produtos e prestação de bons serviços.

Nesse instante, devemos refletir e repensar sobre nossas próprias práticas comerciais, sobretudo naquelas que acreditamos sempre como certas e estáveis, lembrando que nesse ambiente econômico, as alterações instantâneas e muitas vezes profundas, impulsionam tudo e todos à mudanças bruscas de rota que, por falta de visão, ficarão para traz no trevo já passado dessa estrada da incerteza, levando-nos a rodar com carga alta e pesada em estradas machucadas e sem ataduras, que deixarão cicatrizes abertas ao contágio de um possível fracasso.

A capacitação profissional de colaboradores e a preocupação com o entendimento correto dos objetivos traçados, através do uso da ferramenta certa na divulgação da cultura da organização a todos os que dela se servem, são facilitadores dos quais devemos nos utilizar sempre.

A cultura empresarial focada na Governança Corporativa, na Responsabilidade Social e Ambiental e no experimento prático de seus próprios valores, significará a perenidade das operações nesse barco de sucesso em sua navegação consciente, com rumo certo por mares ainda nunca navegados.

A apresentação de resultados fiéis aos acionistas, com mudanças no padrão de demonstração de resultados, padrões de contabilidade e demonstrações financeiras com controles efetivos e transparentes, favorecem na tomada de decisões gerenciais corretas que vislumbrem o fortalecimento e execução de nossa própria estratégia. Para isso exigem planejamento, empenho e muita disciplina.

Por isso, prezados leitores e amigos, desejo a todos, novamente um momento de reflexão num cenário positivo para o País, balizado na conscientização da necessidade de busca do crescimento pessoal, que nos tornará profissionais competentes e capazes de realizarmos um sonho comum a todos.

Ser humano significa muito mais do que ser humano.

Bom dia e melhor futuro ainda!

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