Por Carlos Giordano Jr.

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domingo, 23 de outubro de 2011

Eu, você e o que podemos construir juntos

Por Carlos Giordano Jr.

O alicerce para a construção de uma nova sociedade se encontra no reconhecimento e na valorização da unidade ou da individualidade.

Termos consciência de quem somos, nos indicará o caminho que devemos seguir para encontrarmos em nossa sociedade o reconhecimento e a dignidade que buscamos em nossas relações construtivas.

Assim como o tijolo por si não se encerra em uma residência, a areia não se prende a nada sem a ajuda do cimento, e o concreto não se faz sem a água, também podemos considerar que nada disso se constitui em uma obra, caso não haja o movimento advindo do trabalho e do suor humano. Esse trabalho por si também não se edifica caso não aja com propósito.

O indivíduo que freqüenta a sociedade moderna, invariavelmente é visto como massa ou multidão e para ser destaque, há que sofrer as dores de sua própria emancipação, lutando para ter seus valores ou seus propósitos reconhecidos por todos, sua liberdade de pensamento e de ação valorizados, defendendo suas idéias e tentando destacar-se com brilho dessa massa incauta em sua forma de ser ou de viver. Logrando êxito em sua campanha, seguido então por muitos, será reconhecido como líder.

O homem cujos propósitos são benéficos aos demais, é tido em primeiro plano como suspeito de que estaria movimentando-se politicamente afim de receber seus júbilos ao final de sua jornada, ou seja, está dando com segundas intenções. Soa assim como falso ou hipócrita.

Abster-se então de seus desejos do bem comum, abnegando-se da caridade humana como princípio de engrandecimento ou enriquecimento do próprio ego ou mesmo resignar-se da cordialidade advinda do exercício de uma sincera e leal amizade, seria acovardar-se em direção à sua própria razão de ser, uma vez que esses indivíduos, alcançaram antecipadamente um auto-conhecimento que os endereça a manifestação mais sublime de sua própria essência como seres humanos.

Assim, a liberdade do pensamento, da crença, da opinião, como ferramentas de crescimento e fortalecimento dos alicerces da nova sociedade, deve ser praticada, sustentando o peso de um futuro que estaremos construindo juntos.

Nele, nossos desejos individuais serão aceitos por todos, num momento em que o respeito e a valorização do indivíduo, sejam os veículos que portarão nossas propostas rumo à edificação de uma obra concreta, respaldada na transformação proporcionada pelo culto ao construtivismo gerado pela ação coletiva do bem, por tantos quantos pudermos encontrar em nossa jornada e que quiserem lutar pelo mesmo ideal.

O futuro pertence a todos.
Vamos construí-lo juntos.

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