Por Carlos Giordano Jr.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Foguetório

Por Carlos Giordano Jr.

Antônio de Arruda Ribeiro Júnior, o “Frescão”, cabra bão de tudo, cheio de aventuras e experiências de vida, vive com o grande amor de sua vida, a linda e adorável Fernanda, violinista exemplar, conhecida internacionalmente, que tem por ele verdadeira paixão.

Ex-garimpeiro, ex-empresário do turismo, administrou durante anos uma equipe de vendedores de jóias, trabalhou com judeus heterodoxos em multinacional de consultoria financeira e atualmente é gestor de eventos culturais em São Paulo. É um dos maiores pianistas que conheço, embora ele despreze o presente que recebera direto do Pai Celestial, que é o seu dom para a música e seu quase limpo e fabuloso ouvido, que tem um zumbidozinho imperceptível, mas presente todo tempo, segundo ele conta.

Tive grandes aventuras com Antonio no “nosso” tempo. De foguetórios de wisky com amendoim, a um porre indescritível por conta da comemoração de seu aniversário de quinze anos.

Naquele dia festivo, fomos à antiga Brasserie, no largo da Catedral comemorar seu tão esperado aniversário. Fomos logo pedindo uma pizza de mozarela e uma garrafa de vinho Chateau Durvallier para o brinde. O papo alegre e descontraído nos levou às lembranças maravilhosas, conquistas inesquecíveis e sonhos encantadores de um futuro onde pudéssemos celebrar juntos nossa grande amizade.

Um brinde mais e outro, e mais um, até o grande feito de deitarmos três garrafas de vinho na nossa especial comemoração.

O impiedoso dono do restaurante nos pediu para sairmos dali sem contestação. Não entendemos muito o porquê do desejo. Afinal, saímos completamente tortos. Podres e felizes. Resolvemos subir a Rua Moraes Barros rumo ao Campo do Quinze, no bairro alto, onde morávamos. Era tarde e de quebra nos desviamos para a casa de nosso amigo Waltão para dar-lhe um abraço amigo e carinhosamente embriagado. Dali sua mãe Mariana, nos mandou de volta. Não vimos Waltão. Que pena!

Passamos na casa da Lílian, para fazermos uma cantoria, “na capela” como serenata contemplativa de nosso respeito e amizade. Dona Cléa, sua mãe, também conseguiu coibir a ação indesejável de nossa embriaguez. Afinal, dormi na escadaria da Igreja Bom Jesus. Antonio seguiu seu rumo não sei como até sua casa, se esquecendo do amigo quase morto para trás.

Fiquei de fogo por três dias consecutivos, parecia ter jogado areia com sal nos olhos, minha cabeça parecia explodir e ao sobreviver a essa epopéia, comemoramos hoje, nossos quarenta anos sem beber Chateau Durvallier.

Não poderei estar nessa festa, mas estarei comemorando sempre nossa grande amizade. Embora não o veja com freqüência, tenho Antônio como meu irmão por opção, e sempre estive e estarei torcendo para o seu sucesso e felicidade.

Nunca tome Chateau Durvallier na sua vida!!!
Eu imploro.

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