Por Carlos Giordano Jr.

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Prazer de amigos

Por Carlos Giordano Jr.

Meu primeiro amigo inseparável deve ter sido meu pepê, é , minha chupeta, claro, aquela que não desgrudava de mim e à qual dedico este texto com muita saudade, pois, minha mãe fez de tudo para nos separar, obrigando-me a acabar com nossa amizade entregando-a ao lixeiro. Coitada, sentiu-se usada e desprezada na lata do lixo. Também, nunca reclamou.

Mas, amigo mesmo, são aqueles que realmente nunca reclamam, não cobram, não falam, nada querem. Simplesmente são amigos. Amigos para toda vida. Amigos que se unem pelo coração, pelo sentimento e pelo desejo de poder sê-lo. Amigos que se entregam ao prazer de tão somente serem … amigos.

Amigo! Quem é, não fala…sente.
Tive muitos amigos.
Mentira!
Os que não são mais, na verdade, nunca o foram.
Tive muitos colegas. Colega é aquele do momento, que não se guarda, apenas se respeita e às vezes se admira. Depois, vem outro.

Afinal de contas, quantos amigos uma pessoa pode ter ao longo de sua vida?
Depende de quanto tempo teve a sua vida. Às vezes, o sujeito já nasceu morto e seus únicos amigos serão os vermes que irão comê-lo.

Depende do seu hálito. Muitas vezes aquele sorriso maroto, que é seguido do “muito prazer”, acaba atrapalhando pela falta de ar do adversário, digo, do apresentado.

Depende também do cheiro de suor que emana do sovaco do coitado, que muitas vezes chega a ser confundido com resto de goiaba podre, impossibilitando o interlocutor de continuar falando pelo acesso de ânsia de vômito.

Depende do seu caráter, do seu coração, da sua capacidade de doar-se, e da sua capacidade de não fazer pum na frente dos outros.
Por Deus, tive vários amigos. Agora tenho menos.

Já escrevi sobre todos, um por um, e depois arquivei, para que o tempo reconfirme essas minhas impressões.

Os amigos são verdadeiros patrimônios conquistados ao longo da vida, porém pelo elevadíssimo valor individual alcançado no mercado de amizades, dificilmente conseguimos arrebanhar vários.

Em função dessa grande dificuldade, é que deveríamos colocá-los em testamento, permitindo aos descendentes aproveitarem mais um pouco dos prazeres de poder tê-los.

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