Por Carlos Giordano Jr.

Divirta-se com Artigos, Crônicas, Poesias e Poemas, Gastronomia e Administração.
Direitos autorais reservados

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Corrança

Por Carlos Giordano Jr.

Se você não é de Piracicaba, dificilmente vai entender o texto abaixo:
“Mario, queorqueagor? Agor é quatro ór, ór dimbora, vô pega minha magrela e dar uma vórta na escola agrícola”
Se também não riu da frase acima, é porque nunca veio à Piracicaba.
Num sô chegado. Nem ligue. Quano a fubéca do seu amigo tá perto da sua, ocê pode gritá CORRANÇA. Isso dá o direito de pegar sua bolinha de gude e jogar bem longe para não ser morto. Igual político em Brasília. O povo tá chegano perto da gente do mar, e um grita lá no fundo:

- CORRANÇA!!!

Num sobra um pra contá as paia. Negada sarta de banda, sái disgueio. Ô gentarada lazarenta.
Mas em Piracicaba lazarento serve pra tudo, ou quase tudo, já dizia Cecílio Elias Neto na sua obra Dialeto Caipiracicabano “ARCO, TARCO E VERVA”.
Meu irmão é um puta nêgo lazarento. (Nota-se que ele é super legal)
Aqueles cara são muito lazarento. (Nota-se que são da barra pesada)
Meu padrinho é lazarento na cozinha (sabe quase tudo de fogão)
Aquela muié é lazarenta de boa. (quase santa)

Por isso, em Pira vorta e meia se diz:

Os político de Brasília são tudo uma cambada de lazarento, num tem vóia de trabaiá não, só qué tungueá o povo e tira o deles da chiringa. (não precisa de tradução).
Na hora do pegapacapá negadinha sarta fóra. Vaimbór tudomundo, finge que vão tirá água do joeio.
Nói tem que tacá na peida dessa negada.

Nenhum comentário: