Por Carlos Giordano Jr.

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Conversando com o meu neto que ainda não nasceu

Por Carlos Giordano Jr

Maio de 2006

-Mas vô, porque você não fez nada? 
-Eu tentei. Aliás muita gente tentou.
-E porque vocês não conseguiram?
-Porque a maioria dos governantes eram muito egoístas. Durante anos deixaram de investir na educação do povo brasileiro e conseguiram gerar uma Nação de impotentes que sequer conseguiam expressar suas idéias de forma clara.
-Mas eu não entendo muito bem o que se conta na nossa história. Aquele presidente Lula era ou não um grande articulador político?
-Na verdade, meu neto, naquela época, minha geração incauta, acreditou nas promessas de justiças sociais de Lula concedendo lugar de destaque a ele nas estatísticas das urnas.
-E ele mentiu para o povo, vô?
-Infelizmente mentiu para o povo e para si mesmo, acredito. Viveu uma mentira criada por ele e por seus asseclas que tinham sede de poder e por esse poder corromperam totalmente as instituições colocando em cheque a própria identidade do país. Roubaram o país escancaradamente e se ocultaram sob o domínio da falsa moral como covardes.
-Mas como pôde ceder aos interesses minoritários daquele índio venezuelano que escancarava seu plano indecente de solapar nossa soberania e dos países da América Latina?
-Pois é, você ainda é uma criança e já entende o que muitos não conseguiram ver.
-Que absurdo! E daí vô, o que aconteceu de verdade?
-Foi muito duro viver naquele momento. Confesso a você que pretendi sair do país por ver tanta podridão, tanta impunidade, tanta demonstração de soberba e injustiças cometidas contra o Brasil e contra a sociedade brasileira. Senti no peito uma dor profunda, vendo meu orgulho de ser brasileiro morrer aos poucos. Nossa família sofreu muito enquanto experimentava o terror pela falta de rumo, pela falta de opções e pela incompreensão gerada na inversão dos valores que nos fora atribuídos pela nossa antiga educação. Quem era justo e honrado passou a ser humilhado pelos desonestos e amorais. Tudo foi colocado em cheque. Nada mais tinha valor e as pessoas sofriam de angústias, medos e depressões. O povo estava totalmente insatisfeito com o que havia construído.
-E como conseguiram passar por tudo isso?
-Com união e perseverança. Em nossa casa, a fé em Deus e a crença no Plano de Felicidade oferecido por Jesus nos pautavam. Sabíamos que abrindo mão de nossos desejos materiais, poderíamos experimentar um pouco mais de alegria e paz. Quanto menos queríamos, mais podíamos nos satisfazer ao contrário de muitos que já não sabiam nem mais o que querer.
-E o Brasil, como fez para se defender do plano de Lula?
-O povo se ergueu, cansara definitivamente de mentiras e tirando-o da política de uma vez por todas, deu oportunidades às novas idéias e, novos líderes que tinham ideais simples e calcados na moral e na responsabilidade surgiram e foram convidados a trabalhar para o povo e pelo povo. Aos poucos perceberam que a educação e a capacitação profissional dos brasileiros seriam as armas necessárias para trazer a tão sonhada alegria de viver. O respeito pela família e pelos valores morais foi restabelecido.
-E na política vô, o que aconteceu?
- A ordem e a justiça foram resgatados no Congresso Nacional, pois todos os deputados que participaram de forma vil daquela podridão política, foram banidos também das urnas não recebendo nenhum voto sequer. A população toda já sabia quem eram eles e o silêncio se fez presente na hora do voto.
-E o Lula, o que fez?
-Nada, meu neto, não fez nada. A única coisa que conseguiu fazer foi roubar o sonho de uma nação e fazer parte da história do Brasil que ninguém mais quer lembrar.

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