Por Carlos Giordano Jr.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tende mas não quebra

Por Carlos Giordano Jr.

Tendência é o ato de inclinar-se a decidir-se por algo, uma escolha entre várias alternativas ou uma vontade natural irrefletida no subconsciente, que se transforma em um comportamento com ou sem a devida consciência do indivíduo.

Assim, grandes ou pequenos pensadores, em especial os economistas, tentam antecipar-se à essas tendências no sentido de planejarem estrategicamente o futuro de seus clientes.

Facebook

Desta forma, a primeira coisa que me vem à mente é o FACEBOOK, ícone da tendência em massa. Esta fábrica de dependentes por informações da vida alheia, vem amealhando cerca de 170 milhões de visitantes por mês que gastam cerca de 6 horas e meia média de seu tempo, trocando ali, informações ainda pouco exploradas comercialmente.

Com isso, em que implicaria essa tendência na nossa vida?

Eu arriscaria a dizer que implica em tudo praticamente, desde que o comportamento humano também tenha mudado com isso. Em que pese a história recente da humanidade, até outro dia eu ainda pedia para telefonista fazer uma ligação interurbana e ficava aguardando algumas horas para que completasse a chamada.

Ora, ora, e isso não muda nada? Muda sim e muda muito.

Mercado China

A China tem bloqueio contra o FACEBOOK, em contrapartida sua população gasta seu tempo produzindo algo de bom para o mundo que cansado, tenta consumir sem produzir.

A china, e seu infinito mercado, desponta como a grande tendência mundial da economia. A apropriação da tecnologia mundial, transformada em energia fabril, transformou a China em potência econômica e isso tudo ainda sem usar o tal Facebook.

Na China que não conhecemos, existem mais prédios de 70 a 100 andares do que o total de edifícios na Avenida Paulista. E tudo isso fazendo apenas um filho por casal. Imagine.

Pois essa China precisa ocupar outros continentes, e o Brasil está na rota. Aproveite.

É importante pensar em produzir produtos exclusivos para eles e vende-los em terras tupiniquins.
Educação

A educação do povo brasileiro poderá ser também uma tendência importante para os próximos anos, uma vez que o Estado, abrindo mão de suas obrigações, endereçou a população para um “não saber” que será resolvido e combatido pela iniciativa privada, por conta da própria evolução das necessidades desse novo mercado consumidor, que clama por expansão advinda desse também novo consumo.

Quem voltar seus olhares para esse cenário, terá grandes chances de sucesso especialmente se tiver foco em sustentabilidade e propagação de cultura sócio ambiental.

Alimentação

Todos os conceitos em relação à alimentação têm mudado muito em pouco tempo.

Na visão mais simplista, o povo quer comer o que nunca comeu. Agora a onda é conhecer alimentos e bebidas que antes não tínhamos possibilidade. A Classe C e D agora não pede, simplesmente exige.

Restaurantes e lanchonetes que se cuidem, porque o povo agora quer experimentar o jargão: “Tô pagando” e provar de tudo um pouco.

Em suma, a Dona Maria não cozinha mais. O resto você já sabe. Então aproveite para vender saco de ar com um pouco de batata frita dentro.

De outro lado, correntes de dietas para obesos que engordaram provando de seu ócio, aventuram-se em novos aromas e sabores, produtos alternativos que atendam exigências governamentais e tecnológicas. Também é uma boa.

Saúde

Nota-se uma grande evolução no mercado da busca e valorização para a boa forma. A saúde do corpo e da alma.

Escolas de medicina estão sendo super valorizadas e seus formandos mais ainda. Portanto, a população brasileira, também carente dos recursos do Estado, vê na escalada da sua classe social um caminho sem volta de satisfação pessoal e preocupação com a beleza e saúde do corpo.

Desta feita, o mercado de produtos de higiene pessoal, beleza e perfumaria é a coqueluche para bons fluídos financeiros.

Marketing de satisfação pessoal

Essa classe C e D, agora de posse de sua nova condição de compra, valoriza quesitos que merecem destaque na análise de tendências. A saber que o status do consumidor se dá através da satisfação de suas necessidades, poder mostrar posse e inteligência podem indicar um viés de conduta.

As empresas que puderem exercitar seu marketing, dando ênfases às suas aptidões em serem boas negociantes, poderão experimentar grande sucesso, propagando sua capacidade de tornar o consumidor feliz, atendendo assim todas as suas expectativas.

Reciclagem e sustentabilidade

Com as novas legislações ambientais, um conteúdo cultural está sendo absorvido por grande parte desses novos consumidores. Impulsionados pelo orgulho de poderem exibir-se como “ecologicamente corretos”, esses brasileiros deverão movimentar verdadeiras fortunas em produtos que realcem suas características recicláveis. Embalagens biodegradáveis serão as melhores indicações para que o futuro chegue mais cedo ao sucesso dessa visão.

A verdade

Esse novo mercado atua de forma consciente e prática.

Ainda no Facebook com a possibilidade de se fazer “check in” nos lugares ou estabelecimentos comerciais, bem como o FOURSQUARE que credita em tempo real a opinião de seus navegadores sobre os locais frequentados, deixando fotos, recados, dúvidas, opiniões e reclamações sobre os mais diversos serviços ou produtos, fazem com que a cara de sua empresa agora, seja pública e notada “on line”. O INSTAGRAM aplicativo ainda exclusivo do Iphone, agora mostra fotos de todos os lugares do mundo, renovadas a cada segundo, exibidas por seus usuários todo o tempo, indicando opções de turismo em ambientes nunca dantes exibidos.

Tecnologia da comunicação

Por conta disso e mais um pouco, o mundo se “ligou” e isso fez surgir uma nova geração de consumidores que buscam informar-se antes de sair de casa.

Assim, com a tecnologia VOIP, com aplicativos como Viber, Skype e outros que se utilizam de internets de bandas cada vez mais largas, em lugares públicos com Wi-Fi liberados, as informações serão divulgadas a cada instante, fazendo com que a possibilidade de nos aproveitarmos disso divulgando nossa cultura, nossos valores, nossa missão, nossos produtos e serviços de uma forma muito mais consciente e prática, creditará à essa nova fase, um cenário repleto de oportunidades reais.

Turismo

O brasileiro nunca viajou tanto. Os aeroportos não puderam se adequar à essa nova demanda e simplesmente escancararam a falta de visão de um país que nem sequer conseguiu acreditar em si mesmo, investindo no seu próprio futuro. Pois agora, veja que a exploração desse novo mercado, faz com que essa análise de tendências nos impulsione a direcionarmos e viabilizarmos investimentos nas áreas de franquias de atendimento ao turista, como lojas, serviços de divulgações e comunicações em telões, artesanatos, barbearias, fast-foods, restaurantes, lanchonetes, cafés, caterings, hotelaria, adegas, spas de relaxamentos e principalmente estacionamentos para aquele turista dono de seu primeiro automóvel.

Me recuso a analisar a passagem da Copa do Mundo no Brasil, pois isso não é tendência, é apenas uma realidade. Mas assim mesmo, cuidado.

Logística e Transportes

Tudo o que acontece, acontece no lombo de um caminhão.

Com grandes movimentações políticas para o final da famosa “Carta Frete”, meio de pagamento utilizado para contratações de serviços de transportes, haverá um grande realinhamento no setor, dando oportunidades aos que até então apenas viram o bonde do transporte passando em frente aos seus olhos e não puderam se apropriar dessa carona.

Grandes investimentos em obras viárias, duplicações de rodovias, construções de vias férreas, deverão movimentar verdadeiras fortunas nos próximos anos, maturando ainda mais um cenário de monstruosas oportunidades para os homens de visão aguçada.

Energia

Se o petróleo acabar este ano, estamos fritos?

Nada disso, a tendência é a substituição por fontes de energia limpa, como utilização de biomassa, energia nuclear, hidrogênio, energia solar fotovoltaica ou mesmo calorífica, energia eólica, etanol entre tantas outras que, na verdade, estariam nos indicando uma mudança radical na forma de ver o mundo como ele é hoje.

Essa tendência de pensamento move o mundo, que se desenvolve sempre e mais quando em crise.

A fase Pré Sal brasileira nos trará tantos benefícios quanto nossa capacidade de gerenciar recursos for capaz de nos presentear. A exemplo da Noruega, que faz reserva contingencial de Petróleo para garantir o sustento das futuras gerações, o nosso Brasil do futuro poderá solidificar sua independência energética, garantindo a paz e a sobrevivência das futuras gerações se conseguirmos conquistar a maturidade política necessária.

Ainda nessa tendência, comece a pensar em consumir produtos não derivados do petróleo, como pomadas, plásticos, pesticidas, carpetes, cortinas, xampus, batons, esmaltes e tantas outras besteirinhas que nem pensamos em não usá-las hoje.

Agricultura

O Brasil, país do futuro, que demora de chegar, investe pouco na Agricultura. Poderíamos ser, de verdade, o celeiro do mundo.

De qualquer forma, na nossa análise de tendências, poderíamos descobrir um mundo de oportunidades nesse setor. Bastaria sairmos de nosso comodismo e conhecermos algo próximo do verdadeiro Brasil rural, onde o amanhã já é hoje. 

Implementos agrícolas, tratores, engenharia de construção agrícola, prestação de serviços de engenharia florestal, inventários ambientais, assessorias em legislações ambientais, tecnologia em solo, irrigação, sementes, plantas, culturas e comida..... afinal tudo isso é para ser comido no mundo do FACEBOOK. Portanto, a tendência é de nos apropriarmos de nossa geografia e clima para tornarmos a riqueza desejada em frutos de felicidade para o povo brasileiro.

Construção civil

O setor que cresce sem parar, experimenta uma fase de lucratividade duvidosa, direcionando os gestores à manobras de muita engenharia para torear o desejo dos investidores.

Mesmo assim, é o setor que mais emprega no Brasil, cuja tendência é de encontrar na demanda dos setores C e D a sua melhor performance financeira e lucrativa.

Dinheiro eletrônico

Há anos eu já não uso cheques. Mas agora é mesmo real.

Nos Estados Unidos, experimentei abastecer num posto de gasolina cuja bomba não reconheceu o meu cartão. Indagado, o cidadão na loja de conveniência me informou que o Posto NÃO ACEITAVA DINHEIRO.

Ora, ora. Já pensou?

Não precisa fazer caixa no final do dia, não tem roubo, assalto ou coisa parecida. Mas essa realidade ainda tem a sombra da política de aceitação do povo brasileiro que paga taxas altíssimas de juros para os administradores desses cartões, que assim retardam ainda mais a evolução dessa tendência.

De qualquer sorte, o taxista de São Paulo já aceita pagamento em cartão e o cara da feira também.

Alerto que se você não tiver logo a sua maquineta, nem pinga você venderá mais.

Abraço e agora, depois do Carnaval, Feliz 2012.

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