Por Carlos Giordano Jr.

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domingo, 30 de setembro de 2012

Sem tempo para amar

Por Carlos Giordano Jr

Admirar o mundo ao lado dos amigos é realmente muito bom.

O mundo continua lindo e ficará assim para sempre enquanto meus olhos puderem vê-lo como é. Embora pareça ser o mundo muito grande para se admirar, na verdade, os amigos é que não têm tido muito tempo para fazê-lo.

Afinal, onde estará guardado esse tempo? Preciso dele, assim como de meus verdadeiros amigos.

Alguns têm tempo, mas não têm mais a capacidade de dividi-lo com ninguém, outros não o tem por pura incompetência na sua administração. De uma forma ou de outra, os amigos agora estão mais distantes do que em tempos idos.

As reuniões que se promovem na esperança de corroborar a amizade são vãs, não por intenção, senão por pura falta de respeito para com o sentimento do outro. Note que todos querem falar sobre si, enaltecendo seus problemas, na esperança de chamarem para si a complacência de outrem ou aumentar o poder de suas conquistas, para que se sintam impiedosamente superiores ao grupo. Isso, de uma forma ou de outra, traz uma falsa sensação de realização e notoriedade. Ou notado pela derrota ou pela vitória, mas notado.

E o tempo passa, sem que se sinta absolutamente nada pelo outro. Simplesmente não têm tempo para com uma simples pergunta, transferir uma parcela de carinho para aquele a quem se ama:

- Como você está? E, ouvir a resposta até o final.

Tenho amigos, cujos pais estão velhos. Infelizmente, o tempo não é suficiente para sequer ouvi-los contarem sobre sua importância nesse mundo, compartilhando suas histórias e amenizando seus anseios com relação ao próximo passo rumo à felicidade. Vão morrer como velhos solitários, deixando apenas senão seus pertences, alguma passagem que será lembrada no sentido de fortalecer o ego de alguém. Assim é.
Esses filhos, que deveriam ser os verdadeiros amigos de seus pais, não têm tempo. Não têm tempo para dividir com ninguém. Às vezes não terão tempo sequer para si mesmos, trazendo-lhes um enorme desconforto e inconformismo alternados, levando-os a perder o próprio sentido da vida.

O sentido da vida está no plano de felicidade que herdamos de Jesus, onde o amor incondicional é a base e a razão. Não tivemos tempo de executá-lo. Matamos Jesus também, por pura falta de tempo e de coragem de assumirmos a Sua verdade.

Acho que precisamos mesmo é de coragem para viver.
Coragem para agirmos rumando afeto àqueles a quem dizemos amar.
Coragem para acertarmos, experimentando nossos próprios erros em relação aos outros.
Coragem para compartilharmos nossos melhores sentimentos.
Coragem simplesmente para amar.

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