Por Carlos Giordano Jr.

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domingo, 17 de fevereiro de 2013

A gênese do amor e o destino da Igreja Católica

Por Carlos Giordano Jr.

No princípio, criou Deus os céus e a terra. E caprichou tanto que tudo ficou muito bonito, um verdadeiro paraíso. Depois de um tempo, Ele resolveu criar um homem que veio do pó da terra para cuidar desse Éden, podendo dele se servir em abundância. O homem se sentiu só, e então Deus, muito solidário, resolveu botar esse cidadão para dormir, tirou um pedaço de costela do sujeito e fez a mulher, para lhe ajudar a ser feliz.

Mas tudo tinha uma regra, e o lance era de profundo respeito. Para ser feliz, tinha que se respeitar uma espécie de árvore do conhecimento e dela não se podia comer de seus frutos, que eram maças, senão o castigo era pesado.

Um belo dia, a mulher cujo nome era Eva, estava curtindo o seu paraíso, sem nada para fazer, quando apareceu uma serpente que lhe falou:

- Ei, psiu!!! Tá afim de um pedaço dessa maça? Vai, pega... Se você comer um naco, você vai ficar igualzinho a Deus...vai ter todo o Seu infinito conhecimento...
E a burra caiu nessa. E por causa desse lance, a humanidade se ferrou.

Mas não é bem assim. A humanidade veio dessa Eva e desse cara chamado Adão?

Pois é, eles tiveram dois filhos, Caim e Abel. Caim matou Abel por inveja e se lascou com Deus. Depois Caim conheceu sua mulher, mas ninguém sabe bem de onde ela veio, afinal não importa. Tiveram Enoque que fundou uma cidade e teve um filho, Irade, um neto Meujael, um bisneto Metusael que teve Lameque. Esse cara, Lameque, também não foi flor que se cheirasse, diz a história. Teve duas mulheres e andou matando uns caras que o prejudicaram e acabou sendo condenado também por Deus.

Depois de um tempo, tipo 130 anos, Adão teve mais um filho chamado Sete que se casou não se sabe bem com quem, mas teve um filho chamado Enos quando tinha a idade de 105 anos.

Adão morreu com novecentos e trinta anos, sem conhecer o facebook.

O Lameque depois de um super tempo, quando tinha 180 anos, teve um filho chamado Noé, que foi o cara que acabou salvando a vida de todo mundo, botando um casal de cada uma das espécies animais dentro de uma Arca que ele levou um tempão para construir, antes do dilúvio feroz que Deus mandou, quando se zangara com tanta podridão e iniquidade que essa turma tinha criado para si, mais uma vez.

Mas o lance é que Deus criou todo mundo. E o homem criou deus.
Afinal quem os teria criado se não fosse Ele?
A bíblia foi escrita contando essa história. E a gente acredita.

Mas na história da humanidade, o homem sempre precisou acreditar em algo superior a sí. Por um bom tempo, a civilização egípcia, acreditava no Sol como divindade absoluta, mas houveram tantas histórias de crenças e perseguições, guerras, mortes e muita dor sempre que se invocava a presença de um deus maior.

Afinal, depois de ter sido criado, o homem criou deus, sem esse deus ele não poderia ter sido criado e nada existiria.

O lance do ovo e da galinha....
Nada a ver. Tudo a ver. Mas, ora, quem me disse para acreditar em Deus? Claro, só um imbecil não acreditaria. 

Deus é amor.
Esse amor dita todas as regras de como ser feliz. Afinal é o que todo mundo quer para si.

Cada vez que nos sentimos tristes é porque de uma forma ou de outra, deixamos de acreditar em Deus. Pois Nele tudo se fortalece. É assim que se diz.

Eu mesmo, já tive muitas oportunidades de me encontrar com Ele. Muitas vezes, eu não estava preparado e Ele passou por mim, fez um sinal e eu não percebi ou não entendi direito o que estava acontecendo.

Assim Ele faz com todo mundo. Sempre.

Pois, veja, ninguém consegue amar se não estiver com o coração aberto. O rancor atrapalha, o ódio inibe, a inveja e a cobiça são formas criadas também pelo homem para estragar todo o lance da felicidade. Se todos estivessem ligados exclusivamente no Deus do amor, o mundo seria muito mais feliz.

Depois que Noé salvou a pátria com sua Arca, aconteceu outra história de um cara chamado Moisés, adotado pela filha de um Faraó, foi criado como um príncipe Egípcio.

Moisés foi o cara! Renunciou o posto de príncipe ao reconhecer sua verdadeira mãe plebeia e, brigando com seu irmão por adoção, chamado Ramsés II, virou também um plebeu e foi parar na lama, junto com os porcos e os escravos judeus. Mais uma vez, Deus lhe indicou um caminho de libertação, orientou-o a liderar o povo judeu numa fuga da escravidão no Antigo Egito, através do deserto, durante quarenta anos, após ter aberto um caminho entre as águas do Mar Vermelho para possibilitar a travessia segura desses judeus.

Acredite se quiser, assim como tantas outras histórias ruins, o povo se rebelara contra Deus mais uma vez ao passarem a adorar animais de ouro e outras coisinhas básicas da matéria. Deus chamou Moisés no alto do Monte Sinai e através das Tábuas da Lei de Deus, escrevera os Dez Mandamentos. Fórmula divina de como uma sociedade pode ser justa e feliz. Esses mandamentos é que deram origem às leis contidas no Toráh, a Lei dos Judeus.

Mais tarde, a tal humanidade estava novamente curtindo o mundo de um jeito meio complicado, onde o amor não era a unidade, não era o propósito. Ninguém lembrava mais dos Dez Mandamentos, todos estavam confusos, sem saberem mesmo para onde ir, sem caminho, sem destino, curtindo coisas estúpidas e se lançando em enrascadas fatais, sem volta, do tipo drogas de se usar, de se sentir e de vivê-las até se morrer pelo efeito delas, sem crença em algo verdadeiramente sublime, vivendo nas trevas da ignorância e do pecado. Daí esse nosso Deus, mais uma vez, pensou em nos ajudar a sairmos dessa fria, e se manifestou através de um homem chamado Yechua, transliterado do Aramaico, ou Iesous do Grego para o nome conhecido como Jesus.
Jesus andou no meio dessa confusão toda falando de amor. Só isso.

Amor como meio de encontrar-se com Deus, esse Deus que por amor, nos presenteara com um mundo lindo, cheio de encantos, com paisagens maravilhosas para nele vivermos em felicidade.

Mas as crenças eram outras, o povo estava nas trevas, na escuridão total, dando créditos a outros lances e resolveram matar Jesus, dando sustentação ao propósito da fundação da Igreja Cristã, afinal Ele já havia dito ao seu amigo Pedro que seria o fundador da Igreja, pois Pedro era pedra e sobre aquela pedra, edificaria a Sua Igreja.

Cuspiram em Cristo, escolheram salvar um criminoso chamado Barrabás no seu lugar, humilharam-no, açoitaram-no, fazendo-o sofrer até o seu fim na Cruz no alto do Calvário em Jerusalém. E Ele dizendo que tinha vindo por aqui para nos salvar e nos libertar de nossos pecados através do amor de Seu Pai.

Um tal de Pôncio Pilatos, sujeito covarde, era prefeito da província da Judeia. Responsável então por manter a ordem judicial e econômica do lugar, não era muito bem quisto pelo pessoal por conta de um monte de trambiques que andava fazendo, desviando dinheiro sagrado para construções de obras monumentais, mandava cunhar moedas com sua cara e outras coisinhas parecidas com o que se acontece nos dias de hoje.

Pilatos, estúpido, político corrupto, lavando então as suas mãos, livrando-se da responsabilidade, do tipo, “não sei de nada”, “não tenho nada a ver com isso”, mandou Cristo para a crucificação.

E Deus cumpriu o seu papel mais uma vez. Nesse dia, estabeleceu uma Nova Aliança entre Ele e os homens, sabe como? Jesus ressuscitou no terceiro dia após a sua morte e foi visto por todos. Mais uma vez nos deixaria uma receita de como fazer para nos encontrarmos com Ele. Todas as vezes que falharmos na nossa crença, na nossa fé, Jesus numa ceia em que apareceu para todos os seus Apóstolos, ensinou-nos a eucaristia, onde comungamos novamente com Deus através da ingestão simbólica de sua carne através do pão e de seu sangue, representado pelo vinho. Jesus falou abertamente para sermos amigos de Deus, vivermos em estado de Graça, de felicidade através do amor.

Essa unidade de energia divina, representada pelo amor do Pai em relação aos seus filhos é a base da religião cristã, e nela foi erigida a Igreja.

O tempo passou e novamente o mundo mudou.
O povo de novo está confuso. Pobre povo.

Tem gente indo e voltando não se sabe para onde, acreditando em falsos valores onde a moral já não importa mais, a ética, o respeito já não existem obrigatoriamente. Sabe o lance do respeito, da maça, da serpente? Pois é, o mundo dá voltas e o fato se repete. E a turma toda vai ficar sem o Paraíso mais uma vez.

Já ouviu falar de um sujeito chamado Hitler? Então, ele trabalhou nesse lance e convenceu uma montanha de gente a acreditar na sua loucura. A ideia dele era perseguir e aniquilar judeus. Bem simples. Ele mandou para o céu cerca de 17 milhões de soviéticos, 6 milhões de judeus, um pouquinho de chineses, mais ou menos 2 milhões, alguns iugoslavos, japoneses, franceses, italianos, ingleses e norte americanos.

E tem gente acreditando em ideologia política do tipo Comunismo, Marxismo, Stalinismo, Fascismo, Lulismo, Chavismo e Castrismo. Tenha dó de mim.

Bem antes disso, lá pelos anos 300 d.C, um cara chamado Constantino, imperador de Roma, resolveu assinar o Tratado de Constantino, que deu um pouco de paz para o pessoal que seguia Jesus e eram mal vistos. Pra variar. Esse sujeito tentou unificar as crenças da roma antiga numa só. Tentou e quase conseguiu. Os romanos curtiam o mitraísmo um tipo de religião baseada em mitologia, derivada da mitologia grega, egípcia e outras tantas que cultuavam o Sol e outros deuses. Constantino mandou povo descansar aos domingos, dia do Sol, “Sunday” para os da terra do Tio Sam e conflitou com esta atitude com o descanso do Sabbath dos judeus cristãos. Mais um dilema, uma divisão. Um inferno.

De qualquer sorte, ao longo da história, os homens nunca se entenderam com esse tema de Deus ou de religião. Dizem até que religião não se discute. Acho que não.

A igreja deveria ser a unificação, a comunhão, a reunião de todos os povos numa só fé. A fé no amor. No entanto, a igreja sempre foi dividida pelo desejo dos homens, distantes dos propósitos de Deus.

Essa confusão acontece ao longo de toda a história das civilizações, em várias passagens que demonstram a dicotomia, a descrença, a inveja, a cobiça e o desrespeito como alicerces do comportamento humano.
Mais uma vez o povo está doente. Doente do coração. E isso é muito ruim.

Acho até que estamos vivendo mais um desses momentos históricos importantes, bíblicos, messiânicos. É, eu acredito nisso. Estamos vivendo mais uma vez à espera de um novo Messias. Só pode ser isso.

Prova disso é que o Sumo Pontífice da Igreja Católica, Apostólica e Romana, jogou a toalha. Também não é por menos. Tantos escândalos envolvendo o Clero, notícias absurdas sendo escancaradas ao mundo contemplando a invídia, a cobiça, o esforço descabido pela conquista do poder, do dinheiro que corrompe os justos confundindo-os em suas próprias verdades.

Deus não precisa de tantas Igrejas assim. Ele só quer que sejamos felizes e nos amemos.

Mas o egoismo nos divide em luteranos, anglicanos, presbiterianos, batistas, metodistas, adventistas, congregados cristãos, assembleias de Deus, evangelho quadrangular, Deus é amor, Renascer em Cristo, Igreja universal do reino de Deus, tudo isso para fazer uma grana vendendo Cristo. É disso que o Papa Bento XVI, está com medo e resolveu voltar a ser Joseph Alois Ratzinger. Um sujeito fiel a Deus, radical em seus exemplos de fé, de caráter, de propósito e principalmente de convicções cristãs inabaláveis.

Juridicamente constituído por Benito Mussolini através do Tratado de Latrão assinado por Paulo XI em 1929, é considerado como Cidade-Estado desde então, o Vaticano foi vendido, dividido, ultrajado, aviltado em suas atribuições como estado cristão.

O Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido por todos como Banco do Vaticano, é o castelo financeiro da Santa Sé. Palco de escândalos podres de lavagem de dinheiro da máfia e das lojas maçônicas, está passando dos limites do tolerável em suas ações pela mídia mundial.

Com a nomeação do banqueiro Ernst von Freyberg como presidente do Banco do Vaticano, depois da renúncia do Papa Bento, o circo volta a pegar fogo. Tem muita gente com o rabo preso na máfia italiana. O caso é velho, desde a morte do diretor do Banco Ambrosiano, cujo principal acionista era o IOR, misteriosamente morto por enforcamento em 1986.

Bento XVI tentou mudar as regras de gestão e não conseguiu simpatizantes com isso. Até o mordomo foi um sacana. Mas Ratzinger estava de olho no lance. Ficou enojado e sentiu-se enfraquecido por essas forças estranhas ao propósito da Igreja do Cristo que salva.
Mas quando a crença naquilo que não vale a pena é maior que o bom senso, a maionese desanda. Com tantas informações dispostas na internet, as pessoas estão confusas de novo e não sabem em quem acreditar. Tipo Lula e o despotismo do PT de Dilma e suas ideologias nefastas.

No caso do Vaticano, no ano passado, um repórter conseguiu tornar público um monte de informações confidenciais da Santa Sé, mostrando a falta de unidade da Igreja, expondo o Papa e seus Arcebispos ao epicentro de um tremor devastador, onde os escandalosos temas sobre homossexualismo, pedofilia na igreja e desvios de dinheiro foram avassaladores.

O Camerlengo da Igreja Católica, Tarcísio Bertone, 2º homem do Vaticano, responsável pela administração da propriedade e da receita da Santa Sé, responde agora por aquilo que não tem resposta. É o sujeito que informa oficialmente o Clero quando o Papa morre e tem a terrível missão de retirar-lhe o anel de São Pedro, cortando-lhe o dedo. Nesse caso, Bento XVI vai continuar com o seu dedo na mão, sem o anel, diferente de um governante que conhecemos que perdeu seu dedo sem ter tido sequer um anel.

Essa atitude do Papa é e será um marco importante da nossa história, num simbolismo único que parece ser pequeno se comparado ao fundador dessa mesma Igreja, o Apóstolo Pedro, que foi morto e crucificado nesse mesmo local de ponta cabeça para diferenciar-se do Cristo. Morreu tentando unificar a Igreja e o amor.

Quem será o próximo?

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