Por Carlos Giordano Jr.

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sábado, 31 de agosto de 2013

Cadê meu dinheiro?

Por Carlos Giordano Jr.

Uma das dificuldades mais comuns na gestão de uma empresa é o controle das finanças, em função de ser estratégica e crucial na sustentabilidade do negócio. Mas não conhecer profundamente o fluxo de caixa é o caminho para o fracasso certeiro da organização. Esse fluxo oferece a possibilidade de visualizar e compreender todas as movimentações financeiras dentro de um período que se queira medir.

O Fluxo de caixa é uma ferramenta crucial gerencial que controla e fornece indicadores de informações gerenciais de todos os movimentos financeiros como as entradas e saídas de valores diárias, semanais, mensais, etc., e é abastecido por dados obtidos de controles ou sistemas de contas a pagar, contas a receber, das vendas, das despesas, dos saldos de aplicações financeiras, saldos em caixa e bancos, enfim, todos os elementos que expressem os movimentos de recursos financeiros da empresa.

Analítico ou resumido, com ou sem gráficos, no sistema ou fora dele, na planilha ou no caderno, o fluxo de caixa permite identificar as necessidades de caixa, possibilitando planejar melhor seus objetivos num futuro mais claro, alcançado pelos passos mais assertivos dados no presente.

As variações ou contingências que ocorrem no dia a dia, podem ser monitoradas de forma a lidar com situações de custos elevados de obtenção de créditos para cobertura imediata das necessidades não planejadas.

Para se visualizar melhor essa ferramenta, imagine fazer a gestão da empresa de forma a planejar e controlar as entradas e saídas de caixa num período de tempo determinado, avaliando se as vendas auferidas estão sendo executadas de forma a cobrir os desembolsos futuros já previstos, auxiliando o gestor a tomar decisões antecipadamente, com foco na sobra ou falta de caixa.
Com isso é possível compreender se a empresa está produzindo dinheiro com folga ou com extrema dificuldade, indicando algumas necessidades de correções de rota nas estratégias comerciais e financeiras que auxiliem na dinâmica do caixa, como promoções de vendas, liquidações ou mesmo redução de preços para movimentar estoques.

Além disso, permite ao gestor ou empresário, perceber se os recursos financeiros ou o capital de giro próprio são suficientes para que o negócio se sustente, ou se a obtenção de capital de terceiros poderá facilitar essa caminhada.

Esse acompanhamento de forma correta e sistêmica, indica se o fluxo financeiro gerado pelo giro do estoque está sendo suportado pelo capital disponível, ou se a empresa deverá mudar sua política de vendas girando o capital mais rápido, comprando à prazo e vendendo à vista, no sentido de produzir sobras no caixa.

E finalmente, demonstra claramente se as decisões de assumir compromissos futuros poderão ser suportadas pela capacidade de liquidez da organização.
Gerar um relatório de fluxo de caixa é tarefa simples e de fácil entendimento, entretanto, há que se levar em conta as origens das informações disponíveis, atualizadas e conciliadas, auditando constantemente os processos de controles gerenciais.

Se identificada a falta de recursos financeiros, deve-se imediatamente rever as estratégias, devendo se observar a possibilidade de renegociar saldos com fornecedores, revisar sistemas de cobrança, política de pricing, fazer gestão de estoques mínimos, reduzir prazos de vendas, programar as compras, vender ativos ou equipamentos ociosos ou disponíveis.

Se houver sobra de recursos no caixa da empresa, o gestor poderá indicar a melhor forma de aplica-lo, fomentando um aumento de vendas, aplicando em estoques, mercado financeiro, provisões ou antecipações de pagamentos mediante descontos financeiros. Porém cuidado, pois sobra de caixa pode enganar trouxa. Analise sempre o fluxo de caixa no curto, médio e longo prazo.

Realizando um orçamento prévio, o gestor poderá acompanhar a evolução do fluxo de caixa previsto e realizado, permitindo a ele corrigir seus objetivos através de um plano ação estratégico mais eficiente.

Para início da jornada, tire uma foto da empresa, analise a posição financeira, descobrindo como está distribuído o capital de giro. Depois disso, trabalhe com disciplina e com controles financeiros eficientes e auditados sistematicamente, afim de não se surpreender com o rumo que a empresa levaria se estivesse a deriva.

Comece controlando o seu cartão de crédito e os carnês que estão na gaveta, com gastos efetivos que você fez com a grana que você ainda nem ganhou.
Pense nisso!

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