Por Carlos Giordano Jr.

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terça-feira, 13 de maio de 2014

Escravos do Brasil

por Carlos Giordano Jr.

Ah, escravo febril
Tu que sentes a dor do cravo
Que rasga a Carne Santa
Escancarando as feridas da alma
Num eterno sofrer que lancina
O coração de quem se diz livre

Oh, escravo de si mesmo,
De seu ventre doído
Que nunca pariu a liberdade
Vive agora, mais que nunca
A dor de sentir-se ausente
Deste presente sem futuro

Ah, escravo sem cor
Que eternamente sentes sem sentir
Nascido escravo sem nunca sê-lo
Abrigas no peito o desejo de ser igual
Aquele que é feliz sem saber porque
Num mundo podre e predador

Ah, princesa Isabel
Do ventre livre ao sexagenário
Libertastes pois, o sonho de poder ser
Em 13 de Maio daquele ano, donos do Brasil
Do pau brasil, cuja história se iniciou errada
De natureza tão pacífica que se escraviza

Oh, brasileiro, escravo da paz
Viva agora na escravidão de seu sonho
Neste mesmo covil que intimida e humilha
Entre açoites da moral, nos enche de vergonha
Machuca no lombo daquele que ainda ri
Pela privação de sua própria dignidade.

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