Por Carlos Giordano Jr.

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terça-feira, 23 de setembro de 2014

O dia do sulfrágio

O dia 5 está chegando...
Mas a sua indecisão é crônica.

Muitas famílias hoje, assistem inertes o derradeiro esforço de seus filhos em conseguirem melhores notas para, atingindo a média mínima necessária, serem promovidos para o ano seguinte.

Por outro lado, o compromisso das instituições educacionais para com a formação intelectual de seus pupilos, endereçando-os a um futuro individualmente responsável e politicamente participativo é que está sendo colocado em prova.

Formar é o seu propósito. Educar é o seu meio.
As falhas então apontados no sistema de ensino são responsáveis pelo sentimento de impotência gerado, que infelizmente acompanhará o inculto em toda a sua jornada pelo veio intolerante da economia de mercado, cada vez mais exigente e impiedosa.

Ao matricular seus filhos , seja na rede pública ou privada, a família cria a expectativa de estarem dando a eles a oportunidade de acessarem a cultura e a educação necessária à sua sobrevivência como futuros senhores de si e de seus próprios ideais.

A falência dessa intenção, vista pela reprovação do aluno no final do ano, estará inibindo sua conduta futura no processo de seleção do mercado de trabalho, impossibilitando-o de competir. Reprovar significa eliminar. Eliminar é punir. Mas, não o aluno, punir sim a própria instituição que pela sua incompetência o condenou.

Baixos salários de seu corpo docente, falta de investimentos, descaso proposital, desinteresse público, são os verdadeiros responsáveis pelo fracasso dessas instituições.

O conteúdo educacional, oferecido de maneira cúmplice e responsável nos presentearia com uma colheita de novas safras de elementos pensantes e habilidosos, que experimentarão a doce batalha da vida, com mais armas, encontrando assim um pouco mais de justiça e felicidade.

Entretanto essa nova geração vem acometida de doença crônica, pois as formas de educação aplicadas nas últimas décadas, têm se mostrado altamente eficazes em se formarem indivíduos inócuos, sem expressão, sem razão, sem poder de provocarem mudanças.

Isso tudo, planejado ou não pelo Governo populista, acabou por escravizar o analfabeto aos desígnios do pão e circo e agora das "bolsas", onde os palhaços somos nós que ostentamos tudo isso com a ignorância do nosso voto.

As instituições políticas foram violadas. As urnas foram violadas. O pensamento político e social foi violado.

Avisa o povo, lá em casa, que Legislativo, entre outras atribuições, se responsabiliza pela elaboração de leis e a fiscalização dos atos do Poder Executivo. O mais democrático e representativo dos três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), o Legislativo é formado por vereadores, deputados e senadores eleitos pelo povo.

Desta forma, quem diz que "eu vou fazer", deveria ser postulante ao "Executivo" e não ao Legislativo.

Que pena, o candidato não sabe o que deve fazer.

Certo é o Tiririca, que já nasceu palhaço.

Mas, se investíssemos na educação do povo brasileiro, estaríamos resguardando, no futuro, a possibilidade de sermos independentes, geradores de recursos, ativadores da economia, empregadores e não empregados, livres e soberanos em nossos pensamentos, capazes de transformar o Brasil em um país de gigantes.

A nossa falta de educação já no berço é o estopim da corrupção.

Corrupto é aquele que não tem moral nem inteligência para entender que só se colhe aquilo que se planta.

No Brasil podre dos Petralhas, a glória é colher aquilo que o outro plantou. Isso é corrupção, falta de capacidade de se produzir com as próprias mãos, ou com sua própria inteligência, aquilo que se deseja para si.

Fique preocupado com o que terá dentro da urna eletrônica, depois do seu voto.
De minha parte, gostaria que fosse a urna mortuária do PT.

Pela educação sem bolsa!!! Vote em mim.

Só que não.


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