Por Carlos Giordano Jr.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Ouviram do Piracicaba

Fulguras, ó Brasil
Em florão de merda
Onde agora, no breu
De um labirinto de lama
Se atola mais a cada dia
Escancarando os valores 
De um povo que se alimenta
Da vantagem sobre os outros

Sirva-se hoje da mesa farta
O gosto amargo da hipocrisia
Do despotismo podre 
Que corrompe até o sonho
De um país que caminha
Sobre um alicerce de sujeira
Vasculhando um passado vulgar
Escraviza seu presente doentio

Essa semente enferma 
Será a colheita azeda do brasileiro
Que, enquanto dorme acordado
Vive o pesadelo de perder o futuro

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