Por Carlos Giordano Jr.

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domingo, 20 de novembro de 2016

Enquanto isso, no Brasil colônia

As forças democráticas aparentemente antagônicas, na verdade, rumam para o mesmo desejo de moralização das práticas políticas.

Vejo metade da nação clamando por uma participação mais efetiva na assistência aos menos favorecidos, com projetos sociais politicamente defendidos e consagrados pela população mais carente, pedindo um continuísmo vermelho quase inconsciente, mas assistente e infelizmente necessário.

Outra parte inconformada com tanta demonstração de improbidade na gestão da coisa pública, com a falta de ética e de moral com os quais se têm conduzido as questões que envolvem a riquíssima Nação brasileira e, naturalmente, pela falta de responsabilidade atribuída aos maus políticos partícipes dos grandes escândalos de corrupção que nos aviltam o orgulho de sermos brazucas.

Ainda nos resta exigirmos do Governo aquilo que nos honrará no futuro por nossos feitos e não por nossos desabafos.

Pena que o povo está silente, adoecido e adormecido na senzala do Brasil Colonial, enquanto senhores do feudo, ameaçam com 320 chibatadas no lombo, ao ano, de quem precisa do cheque especial e 500 açoites para quem usa cartão de crédito. Taxas de juros absurdas de um Brasil que nem as margens plácidas do Ipiranga existem mais para acalentar essa dor com um brado retumbante de independência que não mais virá.

A organização social recheada de valores e de ética, com foco na valorização do bem público, ficou pendurada no pelourinho da iniquidade e espera por um último suspiro.

Viva o povo brasileiro!
Mas, viva o povo Cubano também, o Venezuelano, o Boliviano, todos aqueles que apoiam o assistencialismo escravocrático e que agora se humilham atravessando o Mar do Caribe em busca de asilo na terra do Tio Sam.

Viva a democracia de mentira da urna eletrônica brasileira!

Mas como escravo dos dentes bons agarra na esperança o sonho da liberdade, numa linda manhã nos orgulharmos de termos fugido desse passado horroroso.

Agora, vamos trabalhar duro para mantermos nossas famílias felizes, nossa sociedade organizada, equilibrada e justa, fazendo com que nossos valores e nossos direitos sejam novamente respeitados.

Doe ouro para o Brasil, se não tiver mais, doe seu orgulho.

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