Por Carlos Giordano Jr.

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domingo, 20 de novembro de 2016

O dia que eu vi Deus

EU VI DEUS

Na alvorada de um novo mundo, fomos acolhidos pelo desejo de nos encontrarmos com Deus.

E Ele estava lá. Na verdade, sempre esteve, mas nós nos esquecemos de sua onipresença e imaginamos podermos colocá-lo num simples altar. Não, não é assim, e nem nunca poderá ser.

Deus, em sua infinita bondade, se reserva ao direito de simplesmente estar. E Ele estava realmente lá.

Às seis da manhã encontramos Deus naquela paisagem bucólica e deliciosamente serena.
Dona Nalva, uma pessoa mística e corajosa me convidou para ver Deus.

Poucos dias antes, essa católica fervorosa, que dedicou sua vida a praticar o bem na comunidade de Planalto, Bahia, procurou-me para dizer que havia tido um sonho e nesse sonho, encontrou-se comigo sentado num banco de jardim. Naquele encontro, me viu folhando documentos que pareciam ser escrituras de compra de um imóvel. Mas para seu espanto, sentiu também que aquele imóvel tinha uma história muito triste e que nele, habitavam forças muito negativas, que seguramente não fariam bem a ninguém. Assim, se tudo isso fosse verdade, tinha se incumbido perante sua própria missão de vida, junto ao Pai Celestial, a levar a Presença de Deus até aquele local através de suas orações.

Assim o fez e, de fato, confirmada a história realmente comigo, intimou-me a comparecer ao nascer do Sol na Fazenda Esperança, uma pequenina porção de terra que havia comprado para meu deleite pouco tempo antes desse encontro, a fim de proporcionar uma energia melhor àquela árida paisagem.

Ocorre que segundo sua percepção, aquelas terras teriam tido origem de posse através de muitas brigas em família, ocasionando até mesmo em morte, seguida de muita dor para os que a herdaram.

E eu havia comprado aquela propriedade sem me apropriar dessa informação.
Estranhamente, pouco antes desse episódio, havia reformado a casa sede da Fazenda e levado a família para conhecer e passar ali uns dias de tranquilidade, sombra e água fresca. Mas não foi assim. Ficamos apenas uma noite e no dia seguinte tivemos que partir sem saber explicar bem o que havia acontecido. A sensação não era boa mesmo e ninguém quis ficar mais nenhum dia. Nem mesmo eu sabia explicar o que havia acontecido, mas de fato, alguma coisa não muito boa estava por ali.

Levantei-me às 5 da matina e segui para lá. Logo chegou Nalva com mais duas amigas.
Iniciou fazendo uma oração bem na sala de jantar, mas logo parou....
Não sabia explicar, mas ali não era o lugar.

Então, fomos para fora da casa. Nalva, fazendo orações em voz alta, aspergindo água benta em toda a volta da casa, invocava a presença de Deus com uma intimidade invejável. 

Até que escutei-a bradando em alta voz pela presença do Criador.

E Ele se fez presente.

A neblina fria da colina se dissipou dando espaço a uma Luz Divina, que enchera de cor e brilho aquele local. A grama queimada do pasto ficara verde como a relva e tudo reluzia paz e encanto. 

Deus estava ali, nos presenteando com seu infinito amor.

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